- A vacina Butantan-DV tem eficácia de 74,6% e 89,2% entre quem já teve dengue, segundo o estudo citado.
- O estudo mostra que, mesmo em casos de infecção após vacinação, a replicação do vírus é drasticamente reduzida.
- Não foi observado aumento de carga viral em vacinados, o que indica ausência de possível ADE (facilitação da infecção).
- A redução da carga viral entre vacinados com dengue é cerca de 16 vezes menor, o que pode reduzir a transmissão pelo mosquito.
- A pesquisa aponta que, para frear a circulação da dengue, é preciso vacinar em massa e manter outras medidas de combate, como controle do mosquito e medicamentos.
O Instituto Butantan iniciou a fabricação da vacina dengue Butantan-DV, com 74,6% de eficácia em quem já teve a doença e 89,2% entre quem já foi infectado anteriormente. Novo estudo aponta que a vacina também reduz a replicação do vírus no organismo, o que pode frear a transmissão no Brasil.
Maurício Lacerda Nogueira, pesquisador da Famerp e um dos autores do estudo, afirma que, mesmo com falhas vacinais, a carga viral em indivíduos vacinados é menor do que em não vacinados com dengue. Isso ajuda a diminuir a gravidade e a disseminação.
O estudo avalia a relação entre carga viral e transmissão. Em vacinados que desenvolveram dengue, a concentração do vírus no sangue foi 16 vezes menor, reduzindo a probabilidade de infectar mosquitos e, consequentemente, de espalhar a doença.
Essa menor carga viral sugere potencial de redução da circulação da dengue na sociedade. Ainda não há definição de quantas pessoas precisam ser vacinadas para esse efeito, e pesquisas exploram a combinação com medidas complementares.
Resultados do estudo e implicações
Segundo os pesquisadores, a Butantan-DV não apresentou indícios de ADE, fenômeno que favorece a doença em algumas vacinas. O resultado reforça o perfil de segurança da vacina no contexto brasileiro.
O trabalho ressalta que, além da vacinação, é preciso manter outras estratégias de combate à dengue, como controle de mosquitos e desenvolvimento de tratamentos. As informações são parte de uma análise observacional da fase 3 da Butantan-DV no Brasil.
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