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Confinamento de bovinos atinge 9,7 milhões em 2026 com até 23% de rentabilidade

Confinamento brasileiro deve chegar a 9,78 milhões de bovinos em 2026, com ROI de 23,31%, impulsionado por demanda externa e déficit global de proteína

Vista aérea de grande confinamento de bovinos de corte em Mato Grosso
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  • A prévia do Censo de Confinamento projeta 9,78 milhões de bovinos terminados em confinamento em 2026, alta de 5,7% em relação a 2025.
  • O retorno sobre investimento (ROI) deve chegar a 23,31%, o maior da série histórica monitorada pelo Tour de Confinamento, sustentado por preços firmes e demanda externa.
  • A expansão é impulsionada pela busca por eficiência, avanço tecnológico e pelo déficit global de carne bovina, com a China mantendo-se como principal compradora.
  • Mato Grosso lidera com previsão de 2,4 milhões de animais confinados em 2026; São Paulo e Goiás aparecem com 1,4 milhão cada, e os cinco estados somam cerca de 70% do total.
  • Os grandes grupos ampliam participação, com 48% do rebanho confinado sob os 100 maiores; a utilização de DDG, coproduto do etanol, ganha espaço na alimentação.

A pecuária intensiva brasileira caminha para um novo recorde em 2026. A prévia do Censo de Confinamento aponta 9,78 milhões de bovinos terminados em confinamento, alta de 5,7% ante 9,25 milhões em 2025. O ciclo de confinamento reforça a produção de carne no país.

O levantamento foi apresentado nesta terça-feira, 2 de junho, em coletiva virtual promovida pela dsm-firmenich. A iniciativa, realizada desde 2015, divulga dados de produtividade, rentabilidade e adoção de tecnologias na pecuária de corte.

Pesquisadores destacam que o crescimento reflete uma transformação estrutural, com maior profissionalização, gestão eficiente e uso de tecnologia. A leitura aponta a intensificação como resposta a custos controlados e demanda global.

Cenário para 2026

As projeções indicam ROI de 23,31%, o maior patamar já observado no Tour de Confinamento. Preços firmes do boi gordo e continuidade da demanda internacional ajudam a sustentar a rentabilidade.

A análise sustenta que a escassez global de proteína bovina permanece o principal motor. O mundo mantém déficit de oferta, o que amplia a procura por carne brasileira.

O confinamento é visto como ferramenta estratégica para ampliar a oferta, acelerar o giro de rebanhos e ampliar a produtividade. A tendência é de maior concentração e de maior participação de grandes produtores.

Expansão regional

Mato Grosso lidera, com expectativa de 2,4 milhões de bovinos confinados em 2026, seguido por São Paulo e Goiás, com 1,4 milhão cada. Mato Grosso do Sul deve alcançar 900 mil, e Minas Gerais 800 mil. Juntos, cinco estados respondem por cerca de 70% do total.

A expansão acompanha o avanço da agricultura, especialmente em regiões com grãos, coprodutos e boa infraestrutura logística. A disponibilidade de DDG, coproduto do etanol de milho, também sustenta as dietas.

A participação dos 100 maiores confinamentos cresce, respondendo por quase metade do rebanho confinado no país. A concentração reflete investimentos em plantas, logística e tecnologia.

Rentabilidade e gestão

O Tour de Confinamento 2025 analisou oito operações e registrou ganho médio de 7,22 arrobas por animal em 98 dias de cocho. O peso de entrada ficou em 12,7 arrobas e o de saída, 19,92 arrobas.

O retorno médio sobre o investimento ficou em 16,31%, o segundo melhor da última década. A alta de custos de reposição foi compensada pela valorização do boi gordo e pela eficiência nutricional.

Em várias operações, a reposição representou até 80% do custo operacional. Os resultados reforçam a importância de gestão integrada e uso de tecnologias para elevar o desempenho por arroba.

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