- Produção prevista de milho no ciclo 2025/26 ficou em 139,94 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo da estimativa de maio (140,11 milhões).
- A Safras & Mercado revisou a projeção ante o ciclo anterior, com queda em relação a 2024/25, que foi de 140,054 milhões de toneladas.
- O recuo reflete o clima seco em estados produtores da segunda safra, como Goiás, Minas Gerais e Tocantins.
- Por outro lado, houve expectativa de safras cheias em Mato Grosso do Sul, Paraná, Mato Grosso, Maranhão e parte de São Paulo, contribuindo para o desempenho regional.
- A colheita da safrinha passou a estimar 98,98 milhões de toneladas, enquanto a safra de verão 2025/26 no centro-sul fica em 25,62 milhões de toneladas, ante 24,73 milhões em 2024/25.
A consultoria Safras & Mercado revisou para baixo a projeção de produção de milho no Brasil para a temporada 2025/26. O volume estimado é de 139,94 milhões de toneladas, ante 140,11 milhões publicada em maio.
A queda é em relação ao ciclo anterior, considerado de 140,054 milhões de toneladas. O ajuste reflete condições climáticas adversas na segunda safra, maior parte da produção do país, segundo o analista Paulo Molinari.
A colheita da safrinha aparece estimada em 98,98 milhões de toneladas. A Safras também revisou a safra de verão 2025/26 no centro-sul para 25,62 milhões de toneladas, frente a 24,73 milhões em 2024/25.
Detalhes regionais e ajustes
Conforme a instituição, o clima seco impactou estados como Goiás, Minas Gerais e Tocantins, contribuindo para a redução da estimativa da safrinha. Por outro lado, chuvas mais abundantes devem favorecer Mato Grosso do Sul, Paraná, Mato Grosso, Maranhão e parte de São Paulo.
A projeção para o conjunto do milho no Brasil mantém o foco no papel de terceiro maior produtor global. A Safras aponta que a safra de verão, no centro-sul, deverá compensar parte das perdas da safrinha.
Contexto da temporada
A comparação com o ciclo anterior reforça a trajetória de oscilação climática na agroindústria. A consultoria não aponta fatores externos relevantes além do clima para justificar o recuo na colheita prevista.
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