- A PF aponta que Jaques Wagner, senador pelo PT da Bahia, atua na 9ª fase da Operação Compliance Zero em benefício do Banco Master.
- Há indícios de atuação parlamentar em matérias sobre crédito consignado, limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e fiscalização da compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB).
- A PF identificou como contrapartida a compra de um apartamento de 2,4 milhões de reais, unidade 1.702 do Poème Horto, com dados repassados de Wagner para Augusto Lima.
- As tratativas teriam continuado após o início da operação, com chamadas de voz, reuniões presenciais, videoconferências e envio de minutas contratuais.
- Wagner teria tratado com o banqueiro Augusto Ferreira Lima para ampliar a margem consignável de salários de trabalhadores, aposentados e beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC), via a emenda n° 30/2022 à Medida Provisória 1.106/2022, além de articular a PEC 65/2023 sobre o FGC, com contatos entre Wagner, Lima e outros interlocutores.
A Polícia Federal apresentou relatos que indicam atuação do senador Jaques Wagner (PT-BA) em benefício do Banco Master. A divulgação ocorre no contexto da 9ª fase da Operação Compliance Zero, cumprida nesta quinta-feira (18).
Segundo os investigadores, Wagner teria atuado em matérias ligadas a crédito consignado, ao limite de cobertura do FGC e à fiscalização da compra do Master pelo BRB. As informações aparecem no documento judicial.
A PF aponta contrapartidas associadas a essa atuação, entre elas a aquisição de um apartamento de R$ 2,4 milhões, unidade 1.702 do Poème Horto, cujos dados teriam sido repassados de Wagner para Augusto Lima.
As tratativas teriam continuado após o início da primeira fase da operação, com chamadas de voz, reuniões presenciais, videoconferências e envio de minutas contratuais. A investigação envolve contatos diretos com o banqueiro Augusto Ferreira Lima.
Wagner, líder do governo Lula no Senado, teriam discutido com Lima propostas para elevar a margem consignável de salários de trabalhadores com carteira assinada, aposentados, pensionistas e beneficiários do BPC, conforme apura a PF.
O tema está ligado à Emenda n° 30 da Medida Provisória 1.106/2022, que foi convertida em lei. Também houve articulação para a aprovação da PEC 65/2023, que afeta o FGC, segundo a PF.
A investigação aponta ainda uma troca de contatos entre Wagner, Augusto Lima e outros assessores, incluindo Guilherme Sodré e Daniel Vorcaro, com envio de links de emendas em datas específicas de 13 e 27 de agosto de 2024.
Contexto da apuração
A PF descreve uma rede de reuniões e mensagens que teriam favorecido o Master em Togos relevantes ao crédito consignado e ao FGC, vinculando as ações ao Senado e ao governo. O material aponta datas e contatos para sustentar as tratativas.
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