- Copa do Mundo e festas de São João devem reduzir o ritmo de votações no Congresso em junho e julho, com menor presença de parlamentares em Brasília.
- Pautas de impacto, como o fim da escala de trabalho 6×1, a PEC da Segurança e a redução da maioridade penal devem ficar para o segundo semestre.
- O recesso entre 18 e 31 de julho e as convenções partidárias em agosto devem manter a atividade legislativa em baixa.
- Na Câmara, votações virtuais devem seguir até após as festas, e os jogos da seleção influenciam a presença no plenário, com uso do Infoleg para registro.
- No Senado, temas relevantes também podem ficar para o segundo semestre, incluindo a PEC da Segurança, a PEC da 6×1, a Política Nacional de Minerais Críticos e o Redata.
O ritmo de votações no Congresso deve cair em junho e julho devido à Copa do Mundo e aos festejos de São João. Parlamentares devem acompanhar jogos da Seleção e viajar para as bases, principalmente no Nordeste.
Esse movimento pode atrasar pautas de impacto para a sociedade, como a PEC da Jornada de Trabalho 6×1, a PEC da Segurança, e a redução da maioridade penal, que devem ficar para o segundo semestre.
A Câmara mantém o trancamento de pautas por não ter sido retirada a urgência do projeto que regula a jornada de trabalho para certas profissões. A aposta é votar conteúdos ainda nesta semana, com relator indicado.
A Câmara também adota votações virtuais após as festas juninas, iniciadas em 24 de junho. Temas polêmicos costumam ser evitados nesses formatos. Já os jogos costumam reduzir a mobilização em Brasília.
Durante o período, o governo costuma declarar ponto facultativo para servidores em dias de jogos, com paralisação de três horas antes e retorno após a partida. Assessores costumam permanecer em Brasília.
Na próxima semana, o jogo contra a Escócia ocorre em uma quarta-feira, Dia de São João, trazendo humor ao ambiente, com deputados destacando o feriado duplo.
Fica para depois
A pauta na Câmara permanece travada pela permanência da urgência do projeto da jornada de trabalho. O presidente Hugo Motta designou o relator para tentar destravar o texto.
Projetos como a regulação da IA e a crise no Oriente Médio, com impactos no preço de combustíveis, devem ficar para julho. A avaliação depende da agenda e do ritmo de sessões.
Senado
No Senado, propostas de grande repercussão podem ser adiadas para o segundo semestre. A PEC da Jornada 6×1, ainda precisa passar pela CCJ e ter relator definido.
A PEC da Segurança Pública também pode ficar para depois, assim como a PEC que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.
Outros itens aguardam apreciação, como a medida que institui o Regime Especial de Tributação para Data Centers (Redata), considerado estratégico para infraestrutura digital.
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