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Flávio Bolsonaro afirma em Belém que quer flexibilizar licenças ambientais

Em Belém, Flávio Bolsonaro defende flexibilizar licenças ambientais para agronegócio e mineração, no ato de apoio a Daniel Santos e Éder Mauro.

Flávio Bolsonaro cumpre agenda em Belém. — Foto: Jorge Paixão/ TV Liberal
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  • Flávio Bolsonaro participou de ato em Belém para oficializar apoio a Daniel Santos (Podemos) ao governo do Pará e a Éder Mauro (PL) ao Senado.
  • Em discurso, ele defendeu a flexibilização de licenças ambientais para atividades do agronegócio e da mineração, dizendo que vai modernizar a legislação.
  • Vestindo camiseta com a frase “A Amazônia é nossa”, afirmou que haverá mudanças para explorar recursos naturais e ampliar o turismo no estado.
  • O senador apresentou propostas de segurança pública, incluindo a classificação de facções como organizações terroristas, redução da maioridade penal e castração química para condenados por estupro.
  • Na área econômica, prometeu retomada de investimentos e geração de empregos a partir de 2027, com desburocratização e modernização das leis ambientais.

Na cidade de Belém, o senador Flávio Bolsonaro participou de um ato para oficializar o apoio a Daniel Santos (Podemos) na pré-candidatura ao governo do Pará e a Éder Mauro (PL) à vaga de senador. O evento ocorreu na manhã desta quinta-feira, na sede de uma escola de samba da capital paraense. Flávio defendeu flexibilizar licenças ambientais para atividades do agronegócio e da mineração, segundo relato de assessores presentes.

Vestindo uma camiseta com a frase A Amazônia é nossa, o parlamentar afirmou que pretende modernizar a legislação para facilitar a concessão de licenças a quem deseje plantar, criar gado ou explorar legalmente o subsolo. Ele disse ainda que a população paraense enfrenta entraves para explorar o turismo da região e que há intenção de ajustar leis para acelerar o manejo de recursos naturais.

O senador chegou a Belém pela manhã, após passar por Altamira, cidade a 813 km da capital, onde se reuniu com lideranças locais e empresários do agronegócio. Durante o ato, ele apresentou propostas voltadas à segurança pública e à economia, mantendo o foco na agenda de seus aliados.

Segurança pública

No discurso, Flávio Bolsonaro defendeu medidas contra o crime organizado, incluindo a reclassificação de facções como organizações terroristas. A ideia é alinhada a uma percepção de pressionar o governo federal a tratar comandos criminosos com maior rigor institucional.

A divulgação sobre a designação de facções pelo Departamento de Estado dos EUA, em junho, foi mencionada como apoio a esse posicionamento, destacando o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas estrangeiras.

Entre as propostas de segurança, também aparecem a redução da maioridade penal e a possibilidade de adoção da castração química para condenados por estupro, conforme defesa durante o ato.

Economia e impactos

Na área econômica, Flávio Bolsonaro prometeu retomar investimentos no Pará a partir de 2027, com foco em geração de empregos. A previsão envolve desburocratização e modernização de leis ambientais para ampliar o potencial produtivo do estado.

O evento coincidiu com o registro de uma notícia-crime contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por supostos crimes de ameaça e incitação ao crime, segundo avaliação do senador sobre fatos ocorridos na semana anterior.

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