Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Governo redefine destino de 1,9 mil imóveis abandonados

Programa Imóvel da Gente destina 1,9 mil imóveis da União a moradia, regularização fundiária e novos usos, com potencial para beneficiar 400 mil famílias

Construção de imóveis do Minha Casa, Minha Vida. Foto: Ricardo Stuckert/PR
0:00
Carregando...
0:00
  • Quase 1,9 mil imóveis da União estão em destinação para regularização fundiária, moradia, saúde, educação ou venda para fundo de investimentos, via o programa Imóvel da Gente.
  • Segundo a SPU, o movimento pode beneficiar cerca de 400 mil famílias; as áreas somam mais de 18,5 mil quilômetros quadrados.
  • Ao todo, 370 áreas da União foram identificadas para regularização, com 129 parcerias entre governo federal e cidades já firmadas.
  • Entre as destinações, 68 imóveis vão para hospitais/unidades de saúde, 141 para educação e 25 campi de institutos federais.
  • O programa também inclui ativos como galpões do antigo Instituto Central do Café e áreas para comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas, com etapas que incluem consultas públicas.

O governo federal retomou a destinação de imóveis da União para uso social. Quase 1,9 mil imóveis estão em processo de regularização fundiária, moradia popular, saúde, educação e até venda para compor um fundo de investimentos público. A iniciativa ocorre no âmbito do programa Imóvel da Gente.

O anúncio foi feito pelo Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) nesta quinta-feira, 11, em evento no Palácio do Planalto. Participaram o presidente Lula, ministros, gestores municipais e movimentos sociais. O objetivo é colocar imóveis ociosos de volta em atividade social.

Segundo a SPU, vinculada ao MGI, as ações podem beneficiar cerca de 400 mil famílias em todos os estados. Ao todo, as áreas destinadas somam mais de 18,5 mil km², quase o triplo do tamanho do Distrito Federal. A iniciativa promove uso urbano e rural, com foco em moradia e serviços.

A ministra Esther Dweck enfatizou que o patrimônio da União volta a cumprir função social e socioambiental. Ela destacou que as destinações envolvem não apenas moradias, mas também áreas inteiras de bairros, com processos de regularização em parceria com estados e prefeituras.

Titulação de bairros

A pasta informou que há 370 áreas da União com ocupação habitacional não titulada. Os trabalhos envolvem urbanização, parcelamento, identificação de famílias e registro em cartório. Do total, 129 áreas já contam com parcerias entre governo federal e municípios.

Cerca de 200 bilhões de reais do PAC Periferia Viva destinam-se a custear a titulação, incluindo custos cartoriais. Em Belém, aproximadamente 15 bairros podem ter as casas regularizadas em nome das famílias ocupantes.

Além disso, 68 imóveis foram destinados a hospitais, unidades básicas de saúde e assistência social, enquanto 141 imóveis ociosos estão indo para a educação pública, com 25 campi de institutos federais incluídos no plano.

Destinação coletiva

Outra frente envolve 196 áreas da União repassadas para comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas. Glebas, aeroportos abandonados e galpões urbanos, como os armazéns do antigo Instituto Central do Café, em São Paulo, integram o programa.

Os galpões do Instituto Central do Café ganham destinação após histórico de articulações que remontam a 2009, quando o governo planejava o uso do espaço para a Vila Carioca. A ideia é transformá-lo em equipamento híbrido com centro cultural e áreas de lazer.

A destinação ainda exige etapas adicionais, incluindo um projeto arquitetônico discutido com os moradores por meio de consultas públicas. O objetivo é que as áreas se tornem ativos sociais para o bairro.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais