- Atlas/Bloomberg aponta queda de Flávio Bolsonaro de 47,8% para 41,8% no segundo turno, enquanto Lula avança de 47,5% para 48,9%.
- Após a divulgação do áudio, a pré-campanha de Flávio entrou com representação no TSE, alegando falta de neutralidade na metodologia da pesquisa; a AtlasInel nega influência do conteúdo.
- A rejeição a Lula permanece alta, em torno de 47%, mantendo-se acima da de Flávio e com cenário difícil de mudança rápida até as eleições.
- Pesquisas mostram cenários de herança de votos na direita e centro-direita, com Zema liderando sem Flávio (aproximadamente 17%), seguido por Caiado (13,8%).
- Caso Michelle Bolsonaro substitua Flávio, ela poderia liderar o bloco oposicionista; o quadro eleitoral deve se manter volátil até as convenções e o registro de candidaturas.
O áudio da conversa entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, divulgado há uma semana, volta a impactar a corrida presidencial. O pré-candidato do PL vê efeitos na direita e na centro-direita, com abalos na percepção sobre sua candidatura.
A Atlas/Bloomberg aponta queda de seis pontos na projeção de segundo turno de Flávio, de 47,8% para 41,8%. Lula sobe de 47,5% para 48,9%. A diferença amplia-se a favor do PT, após o conteúdo vazado. A pré-campanha contesta a metodologia.
O posicionamento da equipe de Flávio sustenta que o áudio foi apresentado apenas ao final do questionário, sem influenciar o resultado. O instituto responsável nega, destacando independência, e afirma que a reprodução ocorreu para avaliação do conteúdo.
Apesar da queda, o fluxo de votos não se traduz em derrota consolidada para o filho 01 do ex-presidente. A AtlasIntel registra apenas 1,4 ponto de transferência de Flávio para Lula, restante dispersa entre outros candidatos.
Rejeição a Lula
Em pesquisa do Datafolha realizada majoritariamente antes do vazamento, Lula mantém a maior rejeição entre pré-candidatos, em torno de 47%. Flávio aparece com patamar abaixo, não sinalizando mudança expressiva no cenário imediato.
Ainda não há indicação de que a rejeição a Lula vá recuar significativamente até as eleições. Flávio continua sendo o principal adversário do presidente na leitura atual, segundo a AtlasIntel.
Investidores e economia
Na prática, o áudio repercute em rodas de investidores. Em Nova York e em encontros no Brasil, autoridades e empresários avaliam impactos na confiança na candidatura de Flávio, com ênfase em agenda liberal para a economia.
Flávio planeja manter encontros com o setor privado em São Paulo para acalmar o ambiente de negócios, tentando evitar que o episódio transforme-se em obstáculo eleitoral.
Cenários de herança de votos
Caso Flávio permaneça na disputa, Zema e Caiado aparecem como possíveis herdeiros de parte dos eleitores descolados do projeto Bolsonaro. Em cenário sem Flávio, Zema lidera com 17% e Caiado, 13,8%.
Se Michelle Bolsonaro substituir o enteado, ela aparece à frente entre opositores, com 23,4%, contra 10% de Zema. No segundo turno, Lula manteria vantagem; a participação de Michelle não está incluída na projeção.
Possível mudança de palanque
Existe especulação sobre a entrada de Joaquim Barbosa como candidato pela Democracia Cristã. Caso confirme a candidatura, o cenário pode ganhar novos componentes, com votos conservadores buscando alternativas ao espectro tradicional.
A campanha, ainda sem registro, pode sofrer alterações até as convenções de agosto. Entre mudanças e incertezas, o tabuleiro eleitoral tende a se rearranjar conforme novos levantamentos.
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