- Um estudo britânico sugere que os braços curtos do T. rex estão ligados ao desenvolvimento de cabeças grandes e poderosas em dinossauros carnívoros bípedes.
- A análise envolveu oitenta e duas espécies de terópodes e identificou cinco grupos com membros anteriores menos desenvolvidos que o corpo.
- Os pesquisadores apontam que o aumento da robustez do crânio, e não apenas o crescimento corporal, é o principal fator para braços menores.
- A hipótese é de que predadores passaram a caçar usando a cabeça e a mordida como principal ferramenta, coincidindo com o crescimento das presas.
- Um exemplo relevante é o Majungasaurus, pequeno em peso mas com braços muito curtos, reforçando a ideia de que a redução dos membros veio antes do tamanho corporal completo.
O que explica os bracinhos do T Rex? Um estudo britânico sugere que a resposta está na cabeça gigante da fera. Ao analisar 82 espécies de terópodes, pesquisadores identificaram cinco grupos com membros dianteiros mais curtos que o corpo.
Segundo os cientistas, o crescimento do crânio robusto pode ter sido o principal fator da redução dos braços. A evolução favoreceria o uso da cabeça para a caça, em detrimento das garras, especialmente em ambientes com presas gigantes.
O estudo, publicado nesta quarta-feira, comparou anatomia, dentes, força de mordida e mobilidade dos ossos para medir a robustez craniana. Os diplodos de cada espécie indicaram quedas proporcionais nas patas dianteiras.
Entre os dinossauros com braços menores, destacam-se tiranossaurídeos, carcarodontossaurídeos, megalossaurídeos, ceratossaurídeos e abelissaurídeos. O T Rex lidera pela cabeça mais forte entre eles, seguido por Tyrannotitan e Taurovenator, da Argentina.
O Majungasaurus, de Madagascar, entra como caso de relevância por ser relativamente pequeno, cerca de 1,6 tonelada, com braços igualmente curtos. Os autores apontam que o aumento do tamanho do corpo não explica sozinha a redução dos membros.
Conclusão provisória aponta que a cabeça substitui as garras como principal ferramenta de ataque em muitos predadores, reforçando a ideia de que o crânio robusto precedeu a queda das patas dianteiras.
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