- Em Toronto, no dia 20 de maio, ocorreu um debate sobre “Be It Resolved: Do Not Go Hunting Monsters”, com John Mearsheimer e meus oponentes sendo Mike Pompeo e Victoria Nuland; defendi a resolução a favor da retração.
- Defendemos que os Estados Unidos devem usar o poder para deter ataques e manter o equilíbrio estratégico, sem agir como um estado crusader que busca reescrever o mundo.
- Citamos a frase de John Quincy Adams de 1821, destacando que a América não deve sair “em busca de monstros para destruir”, pois derrubar regimes costuma piorar as coisas.
- Argumentos incluem que derrubar governos estrangeiros viola soberania, gera caos e mortes, e pode justificar abusos como execuções, sanções e tortura; casos como Iraque, Afeganistão e Líbia são usados como referência.
- O palestrante ressaltou que liberdade externa viria mais de um exemplar nacional forte do que de intervenção, citando a relação entre Estados Unidos e Coreia do Sul; ao final, a plateia apoiou a resolução por 56 a 44.
O debate ocorrido em 20 de maio, em Toronto, na série Munk Debates, discutiu a posição de evitar a “caça a monstros” na política externa. Os debatedores foram John Mearsheimer e o narrador contra Mike Pompeo e Victoria Nuland. O tema: a América deve ou não buscar derrubar governos estrangeiros.
Os quatro participantes defenderam visões distintas sobre o papel dos EUA no mundo. Defensores da contenção argumentaram que o poder americano deve dissuadir ataques e manter o equilíbrio, sem buscar remodelar regimes. Críticos da intervenção defenderam, ao contrário, a ideia de uma postura ativa para promover mudanças.
Segundo o apresentador, a discussão partiu da citação de John Quincy Adams de 1821, que rejeita a ideia de sair pelo mundo em busca de monstros para destruir. A tese apresentada foi de que derrubar governos estrangeiros costuma agravar conflitos, violar soberania e gerar caos. O debate incluiu referências históricas e exemplos contemporâneos para embasar a posição.
Ao encerrar, o orador resumiu que os EUA devem promover a liberdade principalmente produzindo um modelo admirável em casa, ao invés de buscar impor mudanças externas. A conclusão defendida é que a contenção fortalece a ordem global baseada em regras, ao passo que o intervencionismo tende a produzir resultados indesejados.
Resultados da votação indicam que a plateia concordou com a resolução, 56% a 44%. A observação final enfatizou que a política externa deve priorizar prudência, cooperação internacional e exemplo democrático, em vez de ações de longo alcance para derrubar governos.
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