- Na ASCO 2026, pesquisadores apresentaram evidências iniciais sobre o uso de agonistas do GLP-1, conhecidos popularmente como “canetinhas”, como complemento no tratamento do câncer.
- Em pacientes com câncer colorretal operados e sem doença detectável, o uso da medicação após a cirurgia foi associado a queda de setenta e sete por cento no risco de recorrência e de cinquenta e cinco por cento no risco de morte.
- O câncer colorretal é o terceiro tipo de câncer mais frequente entre homens e mulheres, o que torna os resultados especialmente relevantes. A indicação é que a perda de peso promovida pelos agonistas poderia influenciar positivamente o curso da doença.
- Em outra pesquisa, com mais de quatro mil pacientes em uso de imunoterapia, o uso concomitante da canetinha aumentou a sobrevida em cerca de trinta e um por cento em comparação com apenas a imunoterapia, além de reduzir efeitos colaterais.
- Os estudos são exploratórios e precisam de confirmação futura, mas sugerem que esses fármacos podem ser seguros na oncologia e ter benefício adicional quando combinados a terapias já estabelecidas.
O Congresso Americano de Oncologia, ASCO 2026, em Chicago, apresentou dados sobre o potencial papel dos agonistas do GLP-1, conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras, no tratamento do câncer. Pesquisas avaliando pacientes oncológicos buscam entender efeitos na doença já instalada.
Em estudo com cerca de 20 mil pacientes operados de câncer colorretal, sem evidência de doença após o tratamento, usuários da caneta apresentaram queda de 67% no risco de recorrência e redução de 55% no risco de morte. A hipótese é que a perda de peso promovida pelos GLP-1 influencia a história natural da doença.
Outro estudo, com mais de 3,8 mil pacientes em imunoterapia, analisou o uso concomitante da caneta. Resultados apontaram ganho de 31% na sobrevida em relação apenas à imunoterapia, além de menor incidência de efeitos colaterais.
Potencial impacto no câncer colorretal
O câncer colorretal figura entre os mais incidentes no mundo. Os resultados sugerem que a associação entre GLP-1 e cirurgia pode modificar o curso da doença, com melhor desfecho para pacientes operados.
GLP-1 na imunoterapia
O uso concomitante de GLP-1 com imunoterapia pode ampliar a eficácia terapêutica, segundo os dados apresentados. Pesquisadores destacam necessidade de confirmação em estudos adicionais para validação.
As informações são exploratórias e ainda precisam de confirmação. Os relatos indicam que os agonistas do GLP-1 parecem seguros para pacientes oncológicos, sem ampliar toxicidade nem comprometer a eficácia das terapias.
Dr. Fernando Maluf comenta que as evidências emergentes abrem caminho para novas combinações no manejo do câncer. Os artigos são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.
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