- Fiocruz lançou o Centro de Desenvolvimento e Produção de Terapias CAR-T, permitindo a produção nacional de terapias celulares contra o câncer a preços reduzidos, beneficiando leucemia, linfoma e mieloma.
- A iniciativa integra o Programa para Ampliação e Modernização de Infraestrutura do Complexo Econômico-Industrial da Saúde e já recebeu investimento de 330 milhões de reais; o Brasil tem potencial para oferecer tratamento pelo SUS de forma gratuita.
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do lançamento, acompanhado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e do presidente da Fiocruz, Mario Moreira; foi citado o caso de Paulo Peregrino, curado com terapia similar no Hospital das Clínicas de São Paulo.
- Também foi inaugurada a sede do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz), com investimento de 370 milhões de reais, para apoiar vacinas, fármacos, biofármacos, diagnósticos e inovação no SUS.
- Ainda no evento, o programa Agora Tem Especialistas — Caminhos da Saúde recebeu 40 veículos do SAMU para 38 municípios do Rio de Janeiro, além da primeira entrega de um micro-ônibus para deslocamento a centros de radioterapia ou hemodiálise e uma ambulância para São João de Meriti.
O Sistema Único de Saúde ganhou um reforço neste sábado (23) com o lançamento, na Fiocruz, do Centro de Desenvolvimento e Produção de Terapias CAR-T. O espaço viabiliza a fabricação nacional de terapias celulares a preços reduzidos, integrando tecnologia e estudo clínico. A iniciativa busca ampliar o acesso pela rede pública.
Segundo a Fiocruz, a terapia CAR-T é um avanço importante na oncologia. A produção nacional pretende tornar o tratamento disponível a pacientes com leucemia, linfoma e mieloma, por meio da reprogramação de células de defesa do próprio paciente, que são injetadas de volta no organismo.
No evento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou acompanhado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e do presidente da Fiocruz, Mario Moreira. O pleito é ampliar o acesso a terapias de alto valor tecnológico pelo SUS, com custos reduzidos.
Ao lado, a Fiocruz apresentou a história de Paulo Peregrino, que já recebeu tratamento semelhante no HC de São Paulo e foi curado. Peregrino participou de um estudo da USP em parceria com o Butantan, envolvendo 14 pacientes brasileiros.
Peregrino lembrou que o tratamento inicialmente custava cerca de R$ 2 milhões, valor inviável para ele. O paciente relatou ter se beneficiado do estudo em 2022, em situação de gravidade, com a intervenção financiada pelo SUS.
Centro de Desenvolvimento Tecnológico
Outra frente anunciada foi a inauguração da sede do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz). Criado em 2002, o CDTS atua na transferência de conhecimento para a produção de tecnologias para o SUS, com parcerias públicas e privadas.
A nova sede recebeu investimentos de cerca de R$ 370 milhões. O CDTS concentra esforços em vacinas, fármacos, biofármacos, diagnósticos e reativos, fortalecendo a soberania tecnológica em saúde no Brasil.
Para o ministro Padilha, a Fiocruz tem papel essencial no acesso da população a tecnologias e projetos inovadores. Ele destacou a atuação da instituição na combinação entre inovação, escala e acessibilidade para salvar vidas.
O presidente Lula reforçou a importância da pesquisa para o avanço do país, afirmando que o investimento em ciência é fundamental para a competitividade e para não depender de recursos externos.
Veículos para o SUS
Ainda na Fiocruz, o programa Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde recebeu 40 veículos do SAMU para 38 municípios fluminenses, com investimento superior a R$ 23,3 milhões do governo federal. A obra também incluiu a entrega de um micro-ônibus para facilitar o deslocamento de pacientes.
A cerimônia também trouxe uma ambulância para o município de São João de Meriti e a entrega de carteiras de sanitaristas a profissionais da área; uma das honras foi destinada às filhas do ex-presidente da Fiocruz, Sérgio Arouca.
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