Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebolBrasil_POLÍTICA_economia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Chico Pinheiro tem câncer colorretal: o que é, riscos, rastreio e tratamento

Câncer colorretal pode ter cura com diagnóstico precoce; Chico Pinheiro passou por cirurgia robótica com aderência intestinal e ficou na UTI

Chico Pinheiro — Foto: Mauricio Fidalgo/Globo
0:00
Carregando...
0:00
  • Chico Pinheiro, de 72 anos, recebeu diagnóstico de câncer colorretal e passou por cirurgia robótica, que teve complicações com aderência intestinal e internação na UTI.
  • O câncer colorretal envolve o intestino grosso e pode ocorrer em cólon, reto ou na transição entre eles; a localização define o tipo de tratamento.
  • Fatores de risco incluem obesidade, consumo de alimentos processados, estilo de vida sedentário e idade acima de cinquenta anos; exames anuais de rastreio são importantes.
  • O rastreio inicial geralmente é o teste de sangue oculto nas fezes; dependendo do resultado, pode haver colonoscopia ou retossigmoidoscopia, com indicação individual de colonoscopia em casos específicos.
  • Tratamentos variam conforme o tumor: câncer de reto pode envolver radioterapia, quimioterapia e cirurgia; câncer de cólon costuma iniciar pela cirurgia, com quimioterapia dependendo do resultado. Em doença metastática, há terapia sistêmica (quimioterapia, terapias-alvo e, em alguns casos, imunoterapia). A evolução e duração do tratamento variam, sendo mais longo em casos avançados.

Chico Pinheiro, 72 anos, ex-âncora do Bom Dia Brasil, anunciou ter sido diagnosticado com câncer colorretal. O jornalista passou por cirurgia robótica para tratar a doença, que apresentou complicações como aderência intestinal e necessidade de abertura cirúrgica. Ele ficou alguns dias na UTI.

Conforme médicos, o câncer colorretal engloba tumores do cólon e do reto. Quando localizado a até 10 cm da margem anal, é considerado câncer de reto; entre 10 e 12 cm, transição sigmoide; acima de 12 cm, câncer de cólon. O distúrbio é uma neoplasia do aparelho digestivo.

Entre os principais fatores de risco, destacam-se obesidade, consumo de alimentos processados e estilo de vida sedentário. A idade também aumenta a vulnerabilidade, especialmente após os 50 anos. A detecção precoce facilita o tratamento e aumenta as chances de cura.

Rastreio e diagnóstico

O rastreio costuma incluir o exame de sangue oculto nas fezes, anual, seguido de investigações mais detalhadas como retossigmoidoscopia ou colonoscopia, conforme o resultado. Em histórico familiar de doenças genéticas, a colonoscopia pode ser indicada diretamente.

Outra opção em avaliação diagnóstica é a biópsia líquida, que usa sangue para identificar DNA tumoral ou células cancerosas circulantes. O método pode apoiar diagnóstico precoce quando imagens não detectam alterações.

Tratamento

O manejo do câncer de reto costuma envolver radioterapia, quimioterapia e cirurgia, com a sequência que varia conforme resposta aos exames de imagem. Em muitos casos, a cirurgia ocorre após tratamento neoadjuvante para reduzir riscos.

Já o câncer de cólon geralmente tem a cirurgia como fase inicial, seguida de quimioterapia conforme análise da peça cirúrgica. Em metástases, a abordagem costuma combinar quimioterapia, terapias-alvo e, em alguns casos, imunoterapia.

Para fases iniciais, o tratamento pode durar de quatro a seis meses; na doença avançada, pode se estender por mais de cinco anos. A biologia molecular do tumor orienta escolhas terapêuticas, com testes genéticos como RAS e BRAF cada vez mais usados.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais