- Chico Pinheiro, de 72 anos, recebeu diagnóstico de câncer colorretal e passou por cirurgia robótica, que teve complicações com aderência intestinal e internação na UTI.
- O câncer colorretal envolve o intestino grosso e pode ocorrer em cólon, reto ou na transição entre eles; a localização define o tipo de tratamento.
- Fatores de risco incluem obesidade, consumo de alimentos processados, estilo de vida sedentário e idade acima de cinquenta anos; exames anuais de rastreio são importantes.
- O rastreio inicial geralmente é o teste de sangue oculto nas fezes; dependendo do resultado, pode haver colonoscopia ou retossigmoidoscopia, com indicação individual de colonoscopia em casos específicos.
- Tratamentos variam conforme o tumor: câncer de reto pode envolver radioterapia, quimioterapia e cirurgia; câncer de cólon costuma iniciar pela cirurgia, com quimioterapia dependendo do resultado. Em doença metastática, há terapia sistêmica (quimioterapia, terapias-alvo e, em alguns casos, imunoterapia). A evolução e duração do tratamento variam, sendo mais longo em casos avançados.
Chico Pinheiro, 72 anos, ex-âncora do Bom Dia Brasil, anunciou ter sido diagnosticado com câncer colorretal. O jornalista passou por cirurgia robótica para tratar a doença, que apresentou complicações como aderência intestinal e necessidade de abertura cirúrgica. Ele ficou alguns dias na UTI.
Conforme médicos, o câncer colorretal engloba tumores do cólon e do reto. Quando localizado a até 10 cm da margem anal, é considerado câncer de reto; entre 10 e 12 cm, transição sigmoide; acima de 12 cm, câncer de cólon. O distúrbio é uma neoplasia do aparelho digestivo.
Entre os principais fatores de risco, destacam-se obesidade, consumo de alimentos processados e estilo de vida sedentário. A idade também aumenta a vulnerabilidade, especialmente após os 50 anos. A detecção precoce facilita o tratamento e aumenta as chances de cura.
Rastreio e diagnóstico
O rastreio costuma incluir o exame de sangue oculto nas fezes, anual, seguido de investigações mais detalhadas como retossigmoidoscopia ou colonoscopia, conforme o resultado. Em histórico familiar de doenças genéticas, a colonoscopia pode ser indicada diretamente.
Outra opção em avaliação diagnóstica é a biópsia líquida, que usa sangue para identificar DNA tumoral ou células cancerosas circulantes. O método pode apoiar diagnóstico precoce quando imagens não detectam alterações.
Tratamento
O manejo do câncer de reto costuma envolver radioterapia, quimioterapia e cirurgia, com a sequência que varia conforme resposta aos exames de imagem. Em muitos casos, a cirurgia ocorre após tratamento neoadjuvante para reduzir riscos.
Já o câncer de cólon geralmente tem a cirurgia como fase inicial, seguida de quimioterapia conforme análise da peça cirúrgica. Em metástases, a abordagem costuma combinar quimioterapia, terapias-alvo e, em alguns casos, imunoterapia.
Para fases iniciais, o tratamento pode durar de quatro a seis meses; na doença avançada, pode se estender por mais de cinco anos. A biologia molecular do tumor orienta escolhas terapêuticas, com testes genéticos como RAS e BRAF cada vez mais usados.
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