- Júri popular inédito contra Meta (Instagram, Facebook) e Google (YouTube) entra no terceiro dia de julgamento em Los Angeles, nos Estados Unidos, discutindo se as redes criam produtos viciantes para crianças para aumentar lucros.
- A partir das 11h, o chefe do Instagram, Adam Mosseri, deve depor sobre o possível impacto do design do app na saúde mental de crianças.
- A ação foi movida por uma jovem de 20 anos, identificada pelas iniciais K.G.M. e chamada de Kaley, que afirma depressão, ansiedade, pensamento suicida e distorções de imagem desde que começou a usar redes aos seis anos.
- A defesa do Google sustenta que o YouTube não foi projetado para causar dependência e que a usuária utilizou a plataforma em média 29 minutos por dia nos últimos cinco anos.
- O caso pode influenciar ações semelhantes e envolve debates sobre algoritmos, recomendações e responsabilidade das redes pela saúde mental de menores.
Um júri popular inédito nos Estados Unidos envia o caso contra Meta e Google ao terceiro dia de julgamento, nesta quarta-feira (11). A ação aponta que as plataformas teriam desenvolvido produtos viciantes para crianças com o objetivo de aumentar lucros, destacando impactos na saúde mental. A audiência ocorre em Los Angeles.
A jovem de 20 anos que move a ação, identificada por iniciais K.G.M. e apelidada de Kaley, afirma ter acessado redes desde os 6 anos e relatado exposição a conteúdos nocivos e a filtros que teriam contribuído para depressão, ansiedade e distorções de autoimagem. O processo prevê oito semanas de julgado.
O depoimento de Adam Mosseri, chefe do Instagram, está programado para as 11h. A defesa da Google sustenta que o YouTube não foi projetado para induzir dependência, argumentando que a plataforma não busca modificar o cérebro dos usuários. Os dados apresentados indicam uso médio de 29 minutos diários pela autora nos últimos cinco anos.
Na defesa da Meta, o foco é atribuir parte dos problemas a fatores familiares e não apenas ao uso das redes. A defesa da jovem, por sua vez, afirma que as plataformas exploram vulnerabilidade de cérebros em desenvolvimento, comparando a prática a uma máquina de caça-níqueis portátil.
TikTok e Snapchat figuraram no caso, mas fecharam acordos confidenciais antes do início do julgamento. A acusação concentra-se no modelo das plataformas, incluindo algoritmos, sistemas de recomendação e mecanismos de personalização, segundo o que foi apresentado até agora.
A controvérsia envolve ainda a prática de rolagem infinita e o papel de recursos como a reprodução automática. A defesa de Kaley aponta que internações e prontuários médicos não indicam dependência, enquanto a promotoria destaca dados de estudos sobre impactos da rolagem contínua na saúde mental infantil.
O julgamento deve ouvir, ao longo de semanas, depoimentos de executivos de alto escalão e possíveis revelações de documentos internos. O caso é visto como potencial precedente para ações semelhantes contra grandes empresas de tecnologia nos EUA.
O desfecho pode influenciar decisões regulatórias e acusações similares em outras ações judiciais, marcando um marco na responsabilização de plataformas digitais pelo bem-estar de crianças e adolescentes. As informações indicadas pelas equipes envolvidas apontam para uma fase central do escrutínio jurídico sobre esse tema.
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