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Duas pessoas são presas após meninas em escola na Índia serem obrigadas a se despir

Diretora e funcionária de escola em Thane são presas após humilhar alunas em inspeção menstrual, gerando protestos e investigações.

Períodos há muito são um tabu na Índia, onde meninas e mulheres menstruadas são consideradas impuras - Foto: Getty Images
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  • Uma diretora e uma funcionária de uma escola em Thane, na Índia, foram presas após alegações de que meninas foram despidas para verificar se estavam menstruando.
  • O incidente ocorreu após manchas de sangue serem encontradas em uma parede do banheiro.
  • Cerca de dez a quinze alunas foram convocadas para uma sala, onde a diretora pediu que levantassem as mãos se estivessem menstruando.
  • As alunas que não estavam menstruando foram levadas ao banheiro para serem inspecionadas.
  • A investigação policial inclui acusações de agressão e violação da dignidade das mulheres, com base na Lei de Proteção de Crianças contra Ofensas Sexuais (Pocso).

Uma diretora e uma funcionária de uma escola foram presas na Índia após alegações de que meninas foram despidas para verificar se estavam menstruando. O incidente ocorreu em uma escola para meninas em Thane, próximo a Mumbai, e gerou protestos de pais e uma investigação policial.

A situação começou quando manchas de sangue foram encontradas em uma parede do banheiro. Cerca de 10 a 15 alunas foram convocadas para uma sala, onde a diretora mostrou fotos das manchas e pediu que aquelas que estavam menstruando levantassem as mãos. As alunas que não estavam menstruando foram então levadas ao banheiro, onde foram forçadas a se despir para uma inspeção.

A mãe de uma das alunas afetadas registrou uma queixa formal, afirmando que sua filha foi humilhada e questionada sobre a falta de uso de absorventes. Os pais expressaram preocupação com a segurança de suas filhas, afirmando que muitas estavam traumatizadas. Um dos pais destacou que o governo deve tomar medidas rigorosas contra a escola.

As investigações policiais incluem acusações de agressão e violação da dignidade das mulheres, além de invocar a Lei de Proteção de Crianças contra Ofensas Sexuais (Pocso). A diretora negou as alegações, mas os pais questionaram a veracidade de sua defesa, apontando que seria improvável que tantas alunas mentissem sobre o ocorrido.

Esse incidente ressalta os tabus persistentes em torno da menstruação na Índia, onde meninas e mulheres frequentemente enfrentam discriminação e exclusão social durante o período menstrual. Casos semelhantes foram registrados anteriormente, evidenciando a necessidade de uma mudança cultural e educacional em relação ao tema.

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