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Tempestades fatais no Texas destacam cortes na agência de clima de Trump

Tempestades no Texas expõem fragilidades na National Weather Service, que enfrenta cortes orçamentários e falta de pessoal para previsões.

Veículos estão submersos enquanto um trabalhador de busca e resgate procura entre os destroços por sobreviventes ou restos de pessoas levadas pela enchente repentina no Texas. (Foto: Getty Images)
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  • Tempestades no Texas durante o feriado de 4 de julho causaram inundações severas, resultando em centenas de desaparecidos.
  • O evento levantou questões sobre a eficácia da National Weather Service (NWS) e a necessidade de mais investimentos nas agências climáticas dos Estados Unidos.
  • As chuvas intensas foram as mais letais desde os cortes significativos na National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) e na NWS, implementados durante a administração de Donald Trump.
  • A NWS perdeu cerca de 600 funcionários desde fevereiro, afetando sua capacidade de resposta a desastres. Escritórios em locais como Goodland, Kansas, e Hanford, Califórnia, enfrentam altas taxas de vacância.
  • Embora a administração Trump tenha anunciado a contratação de mais de 100 novos funcionários para a NWS, cortes adicionais no orçamento da NOAA estão previstos para o ano fiscal de 2026.

Tempestades mortais no Texas durante o feriado de 4 de julho deixaram um rastro de destruição, com inundações que resultaram em centenas de desaparecidos. O evento reacendeu o debate sobre a eficácia da National Weather Service (NWS) e a necessidade de mais investimentos nas agências climáticas dos EUA.

As chuvas intensas, que trouxeram meses de precipitação em poucas horas, foram as mais letais desde que a administração de Donald Trump implementou cortes significativos na National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) e na NWS. Apesar de os especialistas afirmarem que a NWS emitiu alertas de forma adequada, a tragédia levanta preocupações sobre o futuro da previsão climática no país. Andy Hazelton, cientista climático, destacou que a falta de pessoal pode agravar a situação em eventos futuros.

Desde fevereiro, a NWS perdeu cerca de 600 funcionários devido a demissões e aposentadorias. O diretor legislativo da National Weather Service Employees Organisation, Tom Fahy, afirmou que as demissões afetaram todos os setores da agência, comprometendo a capacidade de resposta a desastres. Escritórios em locais como Goodland, Kansas, e Hanford, Califórnia, enfrentam taxas de vacância de até 61,5% para meteorologistas.

A NWS de San Antonio, que teve um papel crucial na previsão das chuvas, opera com uma taxa de vacância de 18%. Embora tenha conseguido mobilizar mais meteorologistas durante a crise, a falta de pessoal é uma preocupação crescente. Um voluntário local mencionou que a saída de Paul Yura, meteorologista de coordenação de alertas, deixou um vazio na comunicação com a comunidade.

Recentemente, a administração Trump anunciou a possibilidade de contratar mais de 100 novos funcionários para a NWS, mas cortes adicionais estão previstos. A NOAA propôs uma redução de US$ 1,8 bilhão em seu orçamento para o ano fiscal de 2026, o que inclui a eliminação de fundos para laboratórios e institutos de pesquisa climática. Especialistas como Hazelton enfatizam a importância de investimentos contínuos em modelos climáticos para melhorar a precisão das previsões.

A situação atual levanta questões sobre a capacidade das agências de prever e responder a eventos climáticos extremos, especialmente em um cenário de cortes orçamentários e falta de pessoal. A necessidade de um aumento no número de meteorologistas e cientistas é urgente para garantir a segurança pública e a eficácia das previsões.

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