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Proteínas antigas reescrevem árvore genealógica dos rinocerontes e podem impactar dinossauros

Pesquisadores sequenciaram proteínas de um rinoceronte ancestral, revelando novas relações evolutivas e desafiando a classificação atual.

As relações evolutivas dos rinocerontes se tornaram um pouco mais claras com o sequenciamento das proteínas mais antigas já encontradas. (Foto: Tony Karumba/AFP via Getty)
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  • Pesquisadores sequenciaram proteínas de um ancestral de rinoceronte que viveu há 23 milhões de anos.
  • O estudo, publicado na revista *Nature*, revela novas relações evolutivas entre rinocerontes.
  • O fóssil, encontrado em uma ilha no Ártico canadense em 1986, pertence a uma nova espécie chamada Epiaceratherium itjilik.
  • Foram extraídas sequências de 251 aminoácidos do esmalte dental, indicando que os ancestrais dos rinocerontes se separaram de outras linhagens entre 41 e 25 milhões de anos atrás.
  • A pesquisa destaca que as proteínas são mais resistentes à degradação do que o DNA, permitindo novas análises sobre a biologia e dieta de espécies extintas.

Pesquisadores revelaram novas relações evolutivas entre rinocerontes após sequenciar proteínas de um ancestral que viveu há 23 milhões de anos. Os estudos, publicados na revista *Nature*, ampliam o entendimento sobre a evolução desses animais e desafiam classificações anteriores.

As análises foram realizadas em fósseis de um rinoceronte encontrado em uma ilha no Ártico canadense, em 1986. O espécime, atribuído a uma nova espécie chamada Epiaceratherium itjilik, permitiu a extração de proteínas da esmalte dental, revelando sequências que totalizam 251 aminoácidos. Essa descoberta sugere que os ancestrais dos rinocerontes se separaram de outras linhagens muito antes do que se pensava, entre 41 e 25 milhões de anos atrás.

A pesquisa destaca que as proteínas, mais resistentes à degradação do que o DNA, podem fornecer informações valiosas sobre a biologia e a dieta de espécies extintas. Matthew Collins, especialista em paleoproteômica, afirma que essa técnica abre novas possibilidades para entender a história evolutiva de animais, incluindo dinossauros.

Os cientistas também notaram que o ambiente frio do local onde o fóssil foi encontrado favoreceu a preservação das proteínas. Essa descoberta pode revolucionar a forma como os paleontólogos estudam a evolução, permitindo a análise de materiais mais antigos e desafiando noções estabelecidas sobre a história da vida na Terra.

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