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Museus europeus adotam medidas para proteger obras após incidente em Florença

Museus europeus enfrentam aumento de danos a obras de arte por turistas, que priorizam selfies em detrimento da apreciação artística.

Visitantes na Galeria Uffizi, no centro histórico de Florença, na Itália (Foto: Divulgação)
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  • Um visitante danificou uma pintura na Galeria Uffizi, em Florença, ao tentar tirar uma selfie imitando Ferdinando de Médici.
  • O diretor da galeria, Simone Verde, expressou frustração com o incidente, que se soma a outros casos recentes.
  • Em Verona, um turista quebrou uma cadeira de cristais Swarovski ao tentar se sentar nela para uma foto.
  • Funcionários do Museu do Louvre, em Paris, entraram em greve para protestar contra a superlotação e o comportamento inadequado dos visitantes.
  • Museus estão considerando medidas como barreiras físicas e áreas específicas para selfies para proteger suas coleções.

Mais um verão de incidentes causados por turistas em museus europeus. No último sábado (21), na Galeria Uffizi, em Florença, um visitante danificou uma pintura ao tentar tirar uma selfie. O homem, ao tentar imitar o personagem Ferdinando de Médici, caiu sobre a obra. O diretor da galeria, Simone Verde, expressou sua frustração com o ocorrido, que se soma a outros incidentes recentes.

Em Verona, um turista quebrou uma cadeira de cristais Swarovski ao tentar se sentar nela para uma foto. O incidente foi registrado por câmeras de segurança, e os funcionários do museu pretendem proteger a peça com uma caixa de acrílico. Esses episódios ressaltam a crescente preocupação com o comportamento inadequado dos visitantes.

Funcionários do Museu do Louvre, em Paris, também se mobilizaram em greve para protestar contra a superlotação e os problemas causados por turistas que buscam apenas registrar momentos para as redes sociais. Verde afirmou que o problema de visitantes danificando obras de arte está se tornando cada vez mais comum.

A diretora do Centro de Pesquisa Avançada em Turismo e Viagens Sustentáveis da Universidade de Nottingham, Marina Novelli, destacou que muitos turistas agora visitam museus com uma “lista de selfies”, priorizando a fotografia em detrimento da apreciação da arte. Essa mudança de comportamento tem gerado desafios para as instituições, que buscam equilibrar acessibilidade e preservação.

Os museus estão considerando diversas medidas para lidar com a situação, como a instalação de barreiras físicas discretas e áreas específicas para selfies. A Galeria Uffizi planeja estabelecer limites claros para o comportamento dos visitantes, enquanto a superlotação continua a ser um problema em várias cidades europeias.

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