- A Marinha da Colômbia interceptou um submarino teledirigido no Caribe, com capacidade para transportar 1,5 tonelada de cocaína.
- A apreensão ocorreu em 1º de abril, perto do Parque Nacional Tayrona, sendo o primeiro caso desse tipo em águas colombianas.
- O submarino, que não estava carregado no momento, possui um design compacto e tecnologia avançada, incluindo um módem Starlink para comunicação via satélite.
- O almirante Juan Ricardo Rozo afirmou que a apreensão indica uma migração para sistemas não tripulados mais sofisticados pelos cartéis.
- A operação faz parte da Campanha Naval Orion, que resultou na apreensão de 2.326 toneladas de narcóticos nos primeiros seis meses de 2023.
A Marinha da Colômbia anunciou a interceptação de um submarino teledirigido no Caribe, com capacidade para transportar 1,5 tonelada de cocaína. A apreensão ocorreu em 1º de abril, nas proximidades do Parque Nacional Tayrona, marcando o primeiro caso desse tipo em águas colombianas.
A embarcação, que não estava carregada no momento da interceptação, possui um design compacto, semelhante a uma lancha, e é equipada com tecnologia avançada, incluindo um módem Starlink para comunicação via satélite. Essa inovação permite monitoramento em tempo real, aumentando a eficiência das operações narcotraficantes e dificultando a detecção pelas autoridades.
De acordo com o almirante Juan Ricardo Rozo, comandante da Marinha, essa apreensão reflete uma migração para sistemas não tripulados mais sofisticados, utilizados pelos cartéis para superar os métodos tradicionais de transporte de drogas. Juana Cabezas, pesquisadora do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento e a Paz (Indepaz), destacou que desde 2017, cartéis mexicanos têm investido em tecnologia para desenvolver submarinos não tripulados, facilitando o transporte de cocaína pelo Pacífico.
Desafios do Narcotráfico
A interceptação do submarino faz parte de uma tendência global, com pelo menos 10 embarcações semelhantes detectadas nas Américas apenas no primeiro semestre deste ano. Essas embarcações são projetadas para operar com autonomia parcial, dificultando o rastreamento por radar e evidenciando a evolução nas capacidades logísticas do narcotráfico.
A operação está inserida na Campanha Naval Orion, que envolve 127 instituições e 10 organizações multilaterais de 62 países. Nos primeiros seis meses de 2023, essa estratégia resultou na apreensão de 2.326 toneladas de narcóticos, incluindo 327 toneladas de cocaína. A descoberta do submarino teledirigido ressalta a necessidade de novas abordagens para enfrentar a complexidade do tráfico de drogas na Colômbia, que continua sendo o maior produtor mundial de cocaína.
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