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Adolescentes em Itaperuna se inspiram em jogo para cometer assassinatos e ameaçam mãe

Casal de adolescentes é apreendido por assassinato da família em Itaperuna, inspirado em jogo de terror psicológico.

As três vítimas de homicídio em Itaperuna com o adolescente apreendido pelo crime: segundo a polícia, mortes foram motivadas por proibição dos pais de que o garoto viajasse para um encontro (Foto: Reprodução da internet)
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  • Um adolescente e sua namorada virtual foram apreendidos em Itaperuna, suspeitos de matar os pais e o irmão do garoto.
  • O crime ocorreu em 25 de setembro e chocou a comunidade local.
  • A polícia investiga que o casal se inspirou em um jogo de terror psicológico para cometer o ato.
  • A apreensão da menina aconteceu em Mato Grosso do Sul, onde ela negou participação, mas mensagens entre os dois indicam envolvimento nas mortes.
  • O casal havia cogitado matar outros familiares, mas desistiu por medo das consequências.

Um adolescente de 14 anos e sua namorada virtual, de 15, foram apreendidos em Itaperuna, suspeitos de matar os pais e o irmão do garoto. O crime, ocorrido no dia 25 de setembro, chocou a comunidade local. A polícia investiga que o casal se inspirou em um jogo de terror psicológico para cometer o ato.

O delegado Carlos Augusto da Silva, da 143ª DP, informou que o jogo, que não era jogado pelos menores, mas acompanhado por eles, apresenta uma narrativa perturbadora. “Eles se identificavam com esse jogo, que chegou a ser banido na Austrália e reclassificado como 18 anos,” afirmou o delegado. O conteúdo do jogo envolve um casal de irmãos que cometem incesto e matam os pais, o que pode ter influenciado os adolescentes.

A apreensão da menina ocorreu em Mato Grosso do Sul, onde ela negou participação nas mortes. No entanto, mensagens trocadas entre o casal indicam sua participação efetiva no crime. Além disso, os dois cogitaram matar a mãe da garota e a avó do adolescente, mas desistiram por temer a repercussão de mais um assassinato na família.

Os adolescentes se conheceram há seis anos por meio de redes sociais. A menina criou um perfil para se comunicar com o garoto, e a polícia confirmou que ela realmente existia, descartando a hipótese de um adulto se passar por uma adolescente. O teor das conversas revela a gravidade da situação e a conexão entre os dois.

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