Juliana Marins, uma turista brasileira de 26 anos, morreu após cair de um precipício no Monte Rinjani, na Indonésia, durante uma trilha. O acidente aconteceu em 21 de junho, quando o guia a deixou sozinha por até dez minutos para fumar. Ele a orientou a sentar-se, prometendo voltar logo. Após a queda, o guia demorou horas para chamar a equipe de resgate, que chegou ao local apenas às 14h, enquanto a Defesa Civil foi acionada tardiamente. Juliana foi encontrada morta dois dias depois, com a autópsia indicando que a morte ocorreu cerca de 20 minutos após a queda, devido a um trauma torácico grave. O pai dela, Manoel Marins, criticou a falta de equipamentos e a ineficiência do guia, além da demora na resposta das autoridades. A família planeja processar o guia e a empresa de turismo. Eles também enfrentam dificuldades para repatriar o corpo, pois a companhia aérea Emirates alegou superlotação. O governador da província de Sonda Ocidental reconheceu a necessidade de melhorias na segurança das trilhas.
Juliana Marins, uma publicitária brasileira de 26 anos, faleceu após uma queda no Monte Rinjani, na Indonésia, enquanto realizava uma trilha. O acidente ocorreu na madrugada de 21 de junho, quando o guia que a acompanhava se afastou para fumar, deixando-a sozinha. O pai de Juliana, Manoel Marins, relatou que o guia a orientou a sentar-se, afirmando que voltaria em breve.
Após a queda, houve falhas nas tentativas de resgate. O guia acionou a equipe de emergência apenas horas depois do acidente. A brigada de resgate começou a subir a montanha às 8h30, mas chegou ao local do acidente somente às 14h. A administração do parque demorou a acionar a Defesa Civil da Indonésia, que chegou por volta das 19h. Juliana foi encontrada morta dois dias após a queda, em 23 de junho.
A autópsia revelou que a causa da morte foi trauma torácico grave, resultante da queda. O médico legista informou que a morte ocorreu cerca de 20 minutos após o acidente. Manoel criticou a falta de equipamentos adequados e a ineficiência do guia, que tentou descer com uma corda sem ancoragem. Ele responsabilizou a administração do parque pela demora em acionar os serviços de emergência.
Críticas e Responsabilidade
A família de Juliana planeja processar o guia e a empresa responsável pela excursão. Manoel destacou que a responsabilidade deve recair sobre o guia, a empresa de turismo e o coordenador do parque, que não reconheceu erros no processo de resgate. “Em momento algum reconheceram o erro”, lamentou.
Além da dor pela perda, a família enfrenta dificuldades na repatriação do corpo. A companhia aérea Emirates alegou superlotação no bagageiro, impedindo o embarque do corpo em um voo previamente confirmado. A irmã de Juliana, Mariana Marins, expressou indignação nas redes sociais, cobrando uma solução da empresa.
A tragédia de Juliana levanta questões sobre a segurança em trilhas turísticas e a responsabilidade das empresas envolvidas. O governador da província de Sonda Ocidental, Lalu Muhamad Iqbal, admitiu a necessidade de melhorias na infraestrutura de segurança na região, prometendo revisar as condições para evitar que incidentes semelhantes ocorram no futuro.
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