A Polícia Militar de São Paulo foi criticada após uma abordagem violenta contra a imigrante chinesa Zho Xiao Wei, de 69 anos, na Rua Florêncio de Abreu, no centro da cidade. O incidente aconteceu em 20 de outubro, quando quatro policiais tentaram apreender o carrinho de legumes que Zho usava para vender. Em vídeos que circulam nas redes sociais, ela aparece resistindo, se deitando no chão e chutando um dos policiais. Um agente disse que ela deveria seguir as leis do Brasil, enquanto Zho, com dificuldades em português, expressou medo de perder seus produtos. Apesar da resistência, os policiais conseguiram levar o carrinho. Comerciantes locais afirmaram que essa abordagem não é isolada e que muitos vendedores ambulantes enfrentam situações semelhantes. A Secretaria da Segurança Pública afirmou que a ação não seguiu os protocolos da instituição e está analisando as imagens. O caso relembra a morte do ambulante senegalês Ngange Mbaye, baleado pela PM em abril, levantando questões sobre a forma como a polícia trata vendedores ambulantes e a necessidade de uma abordagem mais respeitosa.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram uma abordagem violenta da Polícia Militar de São Paulo contra a imigrante chinesa Zho Xiao Wei, de 69 anos, conhecida como Nainai. O incidente ocorreu na última sexta-feira, 20 de outubro, na Rua Florêncio de Abreu, na Luz, região central da cidade. Durante a ação, quatro policiais tentaram apreender o carrinho de legumes que a idosa utilizava para vender seus produtos.
Nos vídeos, Zho reage segurando seu carrinho e, em um momento de desespero, se deita no chão e chuta um dos policiais. A situação se intensifica quando um agente tenta retirar um objeto de suas mãos, enquanto ela grita em protesto. Um dos policiais afirma que ela “está no Brasil e tem que seguir as leis do país”. Em resposta, Zho arremessa o carrinho em direção ao policial, que revida chutando o objeto. Apesar da resistência, os policiais conseguem levar o carrinho.
Zho, que vive no Brasil há pelo menos 10 anos, relatou à TV Globo que tem dificuldades com o português e agiu por medo de perder os legumes que vendia. Comerciantes da área, que preferiram não se identificar, afirmaram que a abordagem da polícia não é um caso isolado e que vendedores ambulantes, independentemente de sua origem, frequentemente enfrentam ações semelhantes.
Repercussão e Contexto
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) declarou que a abordagem dos policiais “não condiz com os protocolos da instituição” e que está analisando as imagens do ocorrido. O caso traz à tona a memória do ambulante senegalês Ngange Mbaye, que morreu em abril após ser baleado pela PM durante uma fiscalização. Na ocasião, a polícia alegou que Ngange havia agredido um agente, mas imagens recentes mostram que ele não estava vendendo produtos no momento da abordagem.
A SSP informou que o caso de Ngange está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e um inquérito policial militar foi instaurado sob sigilo. A situação de Zho Xiao Wei e a morte de Ngange Mbaye levantam questões sobre a forma como a polícia lida com vendedores ambulantes e a necessidade de uma abordagem mais humanizada e respeitosa.
Entre na conversa da comunidade