Pesquisas da University College Dublin mostram que os sepultamentos no túmulo de Newgrange, na Irlanda, podem não ter sido apenas para a elite social, como se pensava antes. A ideia de que apenas reis e dignitários eram enterrados lá, ligados por dinastias que praticavam incesto, é contestada. O arqueólogo Neil Carlin afirma que não há evidências de uma elite incestuosa na Irlanda do Neolítico. O túmulo, construído por agricultores há mais de 5.000 anos, é um Patrimônio Mundial da UNESCO. A professora Jessica Smyth destaca que, ao contrário de outros lugares da Europa, não foram encontrados sepultamentos de pessoas com laços familiares próximos em Newgrange. Além disso, não há registros de uniões incestuosas na Irlanda ou na Grã-Bretanha do Neolítico. Os sepultamentos eram seletivos, e os indivíduos enterrados podem ter sido escolhidos por razões que ainda não entendemos, não necessariamente por laços de sangue. Os materiais usados na construção do túmulo vieram de áreas distantes, indicando que os enterrados eram representantes de suas comunidades. Newgrange foi redescoberto em 1699 e sofreu muitas perturbações antes das escavações modernas na década de 1960, dificultando a avaliação do número original de sepultamentos. O túmulo, que é iluminado pelo sol durante o solstício de inverno, continua a ser um símbolo importante da antiga compreensão astronômica dos povos que o construíram.
Novas Descobertas sobre o Túmulo de Newgrange
Pesquisas da University College Dublin (UCD) revelam que os sepultamentos no túmulo de Newgrange, na Irlanda, podem não ter sido restritos à elite social. A crença anterior sustentava que apenas reis e dignitários eram enterrados no local, supostamente ligados por dinastias que praticavam incesto. No entanto, o novo estudo contesta essa visão.
O arqueólogo associado Neil Carlin afirma que a ideia de uma “elite governante incestuosa” na Irlanda do Neolítico não se alinha com as evidências disponíveis. O túmulo, construído por agricultores há mais de 5.000 anos, faz parte de um complexo reconhecido como Patrimônio Mundial da UNESCO. A professora associada Jessica Smyth destaca que, enquanto em outros locais da Europa foram encontrados sepultamentos de pessoas com laços biológicos próximos, isso não ocorre em Newgrange.
Os pesquisadores também indicam que não há registros de uniões incestuosas na Irlanda ou na Grã-Bretanha do Neolítico, e a evidência de endogamia é escassa em toda a Europa pré-histórica. Além disso, a pesquisa sugere que os indivíduos enterrados em Newgrange foram escolhidos por razões que ainda não compreendemos completamente, e não necessariamente por laços de sangue.
Seleção dos Sepultamentos
Os sepultamentos em túmulos de passagem, como Newgrange, eram seletivos. Smyth menciona que a comunidade não era representada de forma integral nesses monumentos. O processo de sepultamento na época envolvia a decomposição dos corpos, que muitas vezes eram cremados ou circulavam entre as comunidades antes de serem depositados nos túmulos.
Carlin acrescenta que materiais utilizados na construção do túmulo foram obtidos de áreas distantes, com evidências químicas indicando que alguns dos sepultamentos vieram de locais a até 40 quilômetros de distância. Isso sugere que os indivíduos enterrados eram escolhidos como representantes de suas comunidades, e não por vínculos biológicos.
Newgrange, redescoberto em 1699, foi severamente perturbado antes das escavações modernas na década de 1960. Os pesquisadores recuperaram fragmentos de apenas cinco indivíduos, mas a alta perturbação anterior impede uma avaliação precisa do número original de sepultamentos. O túmulo, que possui uma câmara iluminada pelo sol durante o solstício de inverno, continua a ser um importante símbolo da antiga compreensão astronômica dos povos que o construíram.
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