Zhenhao Zou, um ex-aluno de doutorado, foi condenado a pena perpétua por múltiplos estupros, envolvendo pelo menos dez mulheres em Londres e na China. A juíza Rosina Cottage o descreveu como um predador sexual, destacando sua inteligência e charme, mas também sua crueldade ao ignorar os apelos das vítimas. Ele poderá pedir liberdade condicional após 24 anos, mas ficará sob supervisão para sempre. Após sua condenação, 23 novas vítimas se apresentaram à polícia, que acredita que ele pode ter atacado mais de 50 mulheres, com base em vídeos encontrados em seus dispositivos. Zou atraía suas vítimas por meio de aplicativos de namoro, oferecendo bebidas adulteradas, o que aumentava o risco para elas. A polícia de Londres classificou o caso como uma das investigações mais difíceis que já enfrentaram e pediu que mais vítimas se apresentem. A colaboração com autoridades chinesas foi importante para entender a extensão dos crimes de Zou.
O ex-aluno de doutorado Zhenhao Zou foi condenado a pena perpétua por múltiplos estupros, envolvendo ao menos dez mulheres em Londres e na China. A sentença foi proferida pela juíza Rosina Cottage nesta quinta-feira, 5 de outubro. Zou poderá solicitar liberdade condicional após 24 anos, mas, devido à natureza perpétua da pena, permanecerá sob supervisão vitalícia.
Durante a leitura da sentença, a juíza descreveu Zou como um “predador sexual”, ressaltando sua inteligência e charme, mas também sua crueldade ao ignorar os apelos das vítimas. “Você tratou essas mulheres como brinquedos sexuais para seu prazer,” afirmou a magistrada. A juíza também mencionou o impacto devastador dos crimes na saúde mental das vítimas, algumas das quais foram ridicularizadas por Zou nas redes sociais.
A condenação de Zou, que ocorreu em março de 2024, levou a um aumento no número de denúncias, com 23 novas vítimas se apresentando às autoridades britânicas no mês seguinte. A polícia acredita que ele pode ter atacado mais de 50 mulheres em ambos os países, com base em vídeos encontrados em seus dispositivos. Esses registros mostram os crimes cometidos, incluindo o uso de drogas para incapacitar as vítimas.
Investigação Complexa
Zou, que estudou na University College London entre 2019 e 2024, atraía suas vítimas por meio de aplicativos de namoro como Bumble e plataformas chinesas como WeChat. Ele oferecia bebidas adulteradas, utilizando substâncias que o tornavam um risco ainda maior. As autoridades destacaram que muitas vítimas podem não ter consciência do que ocorreu devido ao uso de drogas.
A polícia metropolitana de Londres, que classificou o caso como uma das investigações mais desafiadoras, fez um apelo público para que mais vítimas se apresentem. Richard Mackenzie, da polícia, afirmou que Zou é um dos predadores mais prolíficos que já investigaram. A colaboração com as autoridades chinesas foi essencial para localizar testemunhas e entender a extensão dos crimes cometidos por Zou.
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