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Belém se divide entre esperança e ceticismo a cinco meses da COP

Belém investe R$ 7 bilhões em infraestrutura para a COP30, mas enfrenta críticas e controvérsias ambientais nas obras em andamento.

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Belém está se preparando para a COP30, uma importante conferência sobre o clima, com investimentos de mais de R$ 7 bilhões em infraestrutura. As obras incluem a reforma do Aeroporto Val-de-Cans e do mercado Ver-o-Peso, mas também geram polêmica, como a ampliação da rua da Marinha e a suspensão da dragagem do Porto de Belém. Motoristas de aplicativo notam que as mudanças afetam o dia a dia da cidade, enquanto moradores expressam dúvidas sobre as promessas de melhorias. Algumas pessoas, como um ambulante, veem as obras como uma chance de atrair turistas. O governo afirma que os investimentos, com R$ 4,7 bilhões da União, trarão benefícios a longo prazo, criando 5.500 empregos. O Parque da Cidade, que será o local da conferência, é um dos principais projetos. Além disso, bares e restaurantes estão se preparando com produtos locais para o evento, que é visto como uma oportunidade para transformar Belém em um destino turístico.

Belém se prepara para a COP30, conferência global do clima marcada para novembro, com R$ 7 bilhões em investimentos em infraestrutura. As obras incluem a reforma do Aeroporto Val-de-Cans e do mercado Ver-o-Peso, mas também geram controvérsias ambientais, como a ampliação da rua da Marinha e a suspensão da dragagem do Porto de Belém.

Motoristas de aplicativo, como Diego Reis, relatam que as obras mudaram o cotidiano da cidade. São 38 grandes intervenções em andamento, que vão desde a construção de parques até a macrodrenagem. A dona de casa Maria de Fátima, moradora do Guamá, expressa ceticismo sobre as promessas de melhorias. “Dizem que vão resolver e não resolvem”, afirma, referindo-se ao descaso com o lixo e o esgoto na região.

Por outro lado, o ambulante Geraldo Ramos vê as obras como uma oportunidade. Ele acredita que a chegada de turistas será benéfica para todos. A área do Ver-o-Peso, onde ele trabalha, está em reforma, mas os vendedores ainda enfrentam desafios, como a manutenção das lonas da feira.

Investimentos e Desafios

O governo estadual destaca que os investimentos são significativos, com R$ 4,7 bilhões provenientes da União. O Parque da Cidade, que abrigará a conferência, é um dos principais projetos, ocupando uma área de 500 mil m². O investimento previsto era de R$ 980 milhões, mas a confirmação do valor final ainda não foi divulgada.

As obras no Aeroporto Val-de-Cans também estão em ritmo acelerado, com previsão de entrega para a COP30. A concessionária responsável, Noa, promete melhorias significativas no terminal, que inclui a ampliação das áreas de embarque.

Entretanto, as intervenções não estão isentas de críticas. A ampliação da rua da Marinha foi suspensa devido a preocupações ambientais, e a dragagem do Porto de Belém enfrenta obstáculos legais. O governo estadual defende que essas obras trarão benefícios a longo prazo, criando 5.500 empregos diretos e indiretos.

Expectativas e Preparativos

Os preparativos para a COP30 também refletem um aumento na oferta de produtos locais. Bares e restaurantes estão criando receitas temáticas, como o sorvete “COP30”, que mistura sabores regionais. O governador Helder Barbalho afirma que o evento representa uma oportunidade para transformar Belém em um destino turístico.

Os desafios permanecem, mas a cidade se mobiliza para receber o mundo. A expectativa é que as obras não apenas melhorem a infraestrutura, mas também deixem um legado duradouro para a capital paraense.

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