A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou a operação “Menu do Crime” para desmantelar uma quadrilha que usava marmitas para contrabando de celulares e drogas em presídios. A ação, coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas, contou com apoio de várias unidades policiais e da Corregedoria da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária. Mandados de busca foram cumpridos em locais como o Centro do Rio, Barra da Tijuca e Bangu. As investigações começaram após a prisão de um motorista de van em setembro, que tinha 20 quilos de drogas e 71 celulares. O esquema envolvia funcionários de uma empresa de marmitas que permitiam a troca de quentinhas por outras com itens proibidos, com a ajuda de policiais penais que não faziam as vistorias necessárias. A operação busca prender os envolvidos e coletar informações para acabar com a rede criminosa.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta terça-feira, a operação “Menu do Crime”, que visa desmantelar uma quadrilha que utilizava marmitas para contrabando de celulares, drogas e outros itens proibidos em presídios. A ação, coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), conta com o apoio de diversas unidades policiais e da Corregedoria da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap).
Os mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em locais estratégicos, como o Centro do Rio, Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Jacarepaguá, Bangu, Ilha do Governador, Duque de Caxias e São João de Meriti. As investigações tiveram início após a prisão de um motorista de van em setembro de 2023, no Presídio Nelson Hungria, onde foram encontrados 20 quilos de drogas, 71 celulares, 19 chips, 96 carregadores, 96 fones de ouvido e três balanças de precisão.
Mecanismo do Esquema
O esquema funcionava através do aliciamento de funcionários da empresa fornecedora das marmitas. Esses colaboradores permitiam que as vans seguissem sem os lacres corretos, desviando-se do trajeto para trocar as quentinhas por outras adulteradas. Policiais penais também estavam envolvidos, facilitando a entrada dos materiais ilícitos ao não realizarem as vistorias necessárias.
A operação desta terça-feira tem como objetivo não apenas prender os envolvidos, mas também coletar informações que ajudem a desmantelar completamente a rede criminosa. A ação reflete o esforço contínuo das autoridades para combater o contrabando em unidades prisionais, um desafio persistente para a segurança pública no estado.
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