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Juízo de Scopes completa cem anos e ainda repercute a luta entre ciência e crença

A luta entre evolução e criacionismo completa cem anos com aumento na aceitação da evolução, mas ainda enfrenta resistência em comunidades conservadoras.

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Em 1925, ocorreu o julgamento de John Scopes, um professor de biologia que foi processado por ensinar a teoria da evolução em Tennessee, desafiando a Lei Butler, que proibia esse ensino. A lei foi criada após um sermão que alarmou um agricultor local, levando-o a se candidatar ao cargo de representante e a redigir a lei. Scopes, que não era professor titular, foi escolhido para ser o réu e aceitou o desafio, mesmo sem ter certeza se havia ensinado evolução. O julgamento atraiu atenção nacional e foi o primeiro a ser transmitido ao vivo pelo rádio. Apesar da defesa de Scopes, ele foi considerado culpado e multado em 100 dólares, mas a multa foi anulada por um erro técnico. A lei permaneceu em vigor, mas nunca mais foi aplicada. Em 1967, a lei foi finalmente revogada. Hoje, a aceitação da evolução aumentou entre o público e professores, embora ainda haja resistência em algumas comunidades conservadoras, como demonstrado por controvérsias recentes sobre estátuas de figuras do julgamento.

O julgamento de John Scopes, ocorrido em 1925, marcou um ponto crucial na disputa entre o ensino da evolução e o criacionismo nos Estados Unidos. Comemorando seu centenário, a aceitação da teoria da evolução cresceu entre o público e professores de biologia, embora ainda enfrente resistência em comunidades conservadoras.

O caso, conhecido como “juízo do macaco”, teve início em Dayton, Tennessee, após um sermão que alarmou a comunidade sobre o ensino da evolução. John Washington Butler, um agricultor local, propôs a Lei Butler, que proibia o ensino da teoria darwinista nas escolas públicas. A lei foi aprovada em março de 1925, impondo multas a professores que ensinassem que o homem descendia de animais.

A União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) ofereceu defesa legal a qualquer professor denunciado, visando contestar a constitucionalidade da lei. George Rappleyea, um engenheiro que apoiava a evolução, viu uma oportunidade de promover Dayton e convenceu John Scopes a ser o réu. O julgamento, transmitido ao vivo pelo rádio, atraiu grande atenção e transformou a cidade em um centro de debates sobre ciência e religião.

O advogado Clarence Darrow defendeu Scopes, enquanto William Jennings Bryan, um proeminente fundamentalista, liderou a acusação. Apesar dos argumentos apresentados, o juiz decidiu que a lei havia sido violada, resultando em uma multa de cem dólares, que posteriormente foi anulada por um tecnicismo. Após o julgamento, a aplicação da Lei Butler diminuiu, e a ACLU continuou a lutar por sua revogação.

Em 1967, a lei foi finalmente abolida após um novo caso judicial. Embora o julgamento de Scopes tenha sido emblemático, a resistência ao ensino da evolução persiste. Pesquisas recentes indicam que a aceitação da evolução entre professores de biologia aumentou para sessenta e sete por cento, mas ainda há um dezoito por cento que apresenta o criacionismo como alternativa.

Controvérsias continuam, como a oposição à instalação de uma estátua de Darrow em Dayton, que gerou protestos de parte da comunidade. Assim, mesmo após um século, a luta entre ciência e crença religiosa permanece relevante nos Estados Unidos.

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