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Policiais militares negociam com traficante do Complexo do Alemão em escândalo revelado

Policiais da UPP Nova Brasília negociavam com o traficante Fhillip Gregório, o Professor, em troca de favores. A PF revela diálogos que expõem a relação promíscua entre crime e polícia no Complexo do Alemão.

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A Polícia Federal revelou que policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Nova Brasília estavam em contato com Fhillip Gregório, conhecido como Professor, que é o chefe do tráfico no Complexo do Alemão. Mensagens interceptadas mostram que os policiais negociavam com o traficante sobre onde poderiam patrulhar e até pediam a retirada de blindados da favela. Em troca, elogiavam a gestão do tráfico feita por Professor. A investigação, chamada Operação Dakovo, começou em 2022 e resultou na denúncia de 28 pessoas envolvidas no tráfico de armas. A Polícia Militar do Rio de Janeiro afirmou que vai investigar os policiais mencionados nas mensagens, mas não confirmou se eles foram afastados. Professor está foragido desde 2018 e é considerado um dos principais líderes do Comando Vermelho.

Mensagens reveladas pela Polícia Federal mostram a relação entre policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Nova Brasília e o tráfico de drogas no Complexo do Alemão. As gravações, obtidas com autorização judicial, indicam que oficiais da PM negociavam diretamente com Fhillip da Silva Gregório, conhecido como Professor, chefe do tráfico local. As conversas, que ocorreram em 2022, revelam acordos sobre patrulhas e a retirada de blindados da favela.

A Operação Dakovo, deflagrada em dezembro de 2023, expôs a subordinação da polícia ao crime organizado. Em um diálogo, o comandante da UPP informou ao traficante sobre sua transferência para Manguinhos e garantiu que o novo major manteria os acordos com o tráfico. O comandante elogiou a gestão de Professor, reconhecendo sua liderança na região.

Professor também solicitou a retirada de um blindado da favela, alegando que sua presença atrapalhava o tráfico. O pedido foi atendido. A Secretaria de Polícia Militar do Rio de Janeiro não confirmou se os oficiais envolvidos foram afastados e afirmou que a Corregedoria ainda não foi notificada sobre a investigação da Polícia Federal.

Além disso, a Polícia Federal desmantelou uma rede de tráfico de armas que operava entre a Europa e a América do Sul. A investigação revelou que cerca de R$ 1,2 bilhão foram movimentados em três anos, com a importação de armas para facções criminosas brasileiras. A operação resultou em 67 apreensões em dez estados brasileiros.

As mensagens interceptadas expõem a relação promíscua entre o tráfico e a polícia. Professor, foragido desde 2018, é considerado um dos principais responsáveis pela compra de armas utilizadas pelo Comando Vermelho. A Polícia Militar do Rio de Janeiro anunciou que investigará as denúncias com rigor e transparência.

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