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Haiti registra mais de 1.600 assassinatos em três meses devido à violência de gangues

Cerca de 1.600 assassinatos foram registrados no Haiti em 2025, com gangues ampliando seu controle territorial em meio à violência crescente.

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Mais de 1.600 pessoas foram assassinadas no Haiti nos primeiros três meses de 2025, segundo a ONU. A maioria das vítimas eram membros de gangues, que aumentaram sua violência e tentaram expandir seu controle territorial, especialmente em áreas como Delmas 30 e Carrefour Feuilles. Apesar de uma leve queda no número de mortes em comparação ao trimestre anterior, a situação continua grave. As gangues também atacaram cidades como Mirebalais e Saut-d’Eau para controlar o acesso à fronteira com a República Dominicana. O relatório da ONU destaca três tipos de violência: a causada por gangues, operações policiais e ações de grupos de justiceiros.

A Organização das Nações Unidas (ONU) informou, nesta quarta-feira, que mais de 1.600 pessoas foram assassinadas no Haiti durante os três primeiros meses de 2025. A maioria das vítimas é composta por integrantes de gangues, que intensificaram suas ações para expandir o controle territorial, especialmente na área metropolitana de Porto Príncipe.

O relatório trimestral da ONU destaca que, apesar de uma leve queda em relação ao trimestre anterior, a violência continua alarmante. Nos primeiros três meses de 2024, o total de mortos foi de 4.246, refletindo a gravidade da situação. As gangues, que perderam 936 membros nesse período, continuam a atacar bairros estratégicos, como Delmas 30 e Carrefour Feuilles, visando facilitar o acesso a Pétion-Ville, uma das últimas áreas não dominadas.

Dinâmicas de Violência

A ONU identificou três dinâmicas principais de violência no Haiti. A primeira, ligada diretamente às gangues, representa 35% dos mortos e feridos. A segunda, relacionada a operações policiais, corresponde a 56%. Por fim, ações de grupos de justiceiros, como o movimento Bwa Kalé, são responsáveis por 9% das vítimas.

Além disso, em março, gangues lançaram ataques violentos em Mirebalais e Saut-d’Eau, buscando controlar o acesso à fronteira com a República Dominicana, em um trecho de quase 70 quilômetros. A situação de segurança no Haiti continua crítica, com a população vivendo sob constante ameaça.

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