Um estudo do MapBiomas mostrou que 122 sítios arqueológicos no Brasil foram afetados pelo desmatamento entre 2019 e 2024, com a agropecuária sendo a principal causa. A vegetação nativa ao redor desses locais caiu de 53,5% em 1985 para 41,5% em 2023. A pesquisa destaca a vulnerabilidade dos sítios, especialmente na Caatinga, Mata Atlântica e Amazônia. No Rio Grande do Norte, 13 dos 19 sítios estão em áreas com alertas de desmatamento devido a projetos de energia sustentável. A cientista Marina Hirota pede políticas de conservação urgentes, enquanto o Iphan intensifica a fiscalização nas áreas críticas. O estudo também revela que muitos sítios ainda não foram catalogados, com menos de 30% do potencial arqueológico registrado. Os pesquisadores sugerem a criação de zonas de proteção ao redor dos sítios e parcerias entre órgãos ambientais e culturais para melhorar a conservação. O relatório será enviado aos ministérios do Meio Ambiente e da Cultura para incluir os sítios nos sistemas de monitoramento ambiental.
Um estudo do MapBiomas revelou que 122 sítios arqueológicos brasileiros foram impactados pelo desmatamento entre 2019 e 2024. A pesquisa, que analisou dados de preservação ambiental e patrimônio histórico, destaca a vulnerabilidade desses locais, especialmente na Caatinga, Mata Atlântica e Amazônia. A vegetação nativa ao redor dos sítios caiu de 53,5% em 1985 para 41,5% em 2023.
A agropecuária é a principal ameaça, com 79 dos 122 sítios afetados localizados em áreas desmatadas para expansão agrícola. O coordenador técnico do MapBiomas, Marcos Rosa, enfatiza que o cruzamento de dados é crucial para evitar danos à história contida nesses espaços. No Rio Grande do Norte, 13 dos 19 sítios arqueológicos estão em áreas com alertas de desmatamento devido a projetos de energias sustentáveis, como usinas solares e eólicas.
A cientista Marina Hirota, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), destaca a urgência de políticas de conservação. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) expressou preocupação e informou que está intensificando a fiscalização nas áreas críticas. Cada sítio destruído representa uma perda irreparável de informações sobre a ocupação humana no Brasil.
O estudo também aponta que muitos sítios ainda não foram catalogados. Estimativas indicam que menos de 30% do potencial arqueológico nacional está registrado. Os pesquisadores recomendam a criação de zonas de amortecimento ao redor dos sítios e parcerias entre órgãos ambientais e culturais para fortalecer a conservação. O relatório será enviado aos ministérios do Meio Ambiente e da Cultura, sugerindo a inclusão dos sítios nos sistemas de monitoramento ambiental existentes.
Entre na conversa da comunidade