O historiador de arte francês Bill Pallot está em julgamento em Pontoise, perto de Paris, por vender antiguidades falsas, incluindo móveis que somam 2,7 milhões de euros. As suspeitas começaram com seu ex-aluno, Charles Hooreman, que questionou a autenticidade das obras de Pallot e alertou as autoridades. Hooreman encontrou evidências de fraude ao examinar peças que supostamente pertenciam à Princesa Louise Élisabeth, descobrindo que uma técnica de envelhecimento usada era típica de um marceneiro também acusado. Pallot, conhecido por sua especialização em cadeiras do século XVIII, enganou compradores, incluindo um príncipe do Catar. A investigação, que começou em 2016, levou o Ministério da Cultura francês a mudar as regras de autenticação de antiguidades. O julgamento atual busca entender a extensão da fraude e a responsabilidade dos envolvidos.
Historiador de arte é julgado na França por fraude em antiguidades
O renomado historiador de arte francês Bill Pallot está sendo julgado em Pontoise, perto de Paris, sob acusação de vender antiguidades falsificadas. A fraude envolve móveis avaliados em 2,7 milhões de euros (aproximadamente R$ 16 milhões).
As suspeitas contra Pallot surgiram há anos, levantadas por seu ex-aluno e colega, Charles Hooreman. Hooreman questionou a autenticidade das obras do mentor e alertou compradores e autoridades francesas.
Descoberta da fraude
Hooreman identificou indícios de fraude ao testar peças supostamente pertencentes à Princesa Louise Élisabeth. Ele percebeu o uso de alcaçuz derretido, técnica utilizada pelo marceneiro Bruno Desnoues, também acusado no caso, para envelhecer a madeira.
Pallot, especialista em cadeiras francesas do século XVIII, era uma referência para museus e galerias. Sua experiência o levou a atestar a autenticidade de peças vendidas a colecionadores e instituições, como o Palácio de Versalhes.
O esquema e as investigações
O historiador de arte e Desnoues teriam criado as falsificações enquanto restauravam antiguidades autênticas. A investigação, iniciada em 2016, revelou que Pallot enganava compradores, incluindo o príncipe Abdullah bin Khalifa al-Thani do Catar.
Após a descoberta da fraude, o Ministério da Cultura francês alterou os procedimentos de autenticação de antiguidades. O julgamento, em andamento, busca esclarecer a extensão do esquema e as responsabilidades de cada acusado.
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