Em outubro de 2024, o fotógrafo Musuk Nolte registrou a seca extrema no Rio Solimões, na Amazônia. A água do rio estava completamente seca, e três pescadores tiveram que caminhar por dois quilômetros em um leito de rio deserto, enfrentando temperaturas de 40 graus Celsius. Essa situação afetou mais de 480 mil pessoas na região, que dependem do rio para transporte e alimentação. Antes da seca, o rio chegava até as casas dos pescadores, mas agora recuou dois quilômetros, obrigando-os a andar 45 minutos para chegar em casa. O nível do rio estava caindo cerca de 19 centímetros por dia. Nolte, que trabalha com fotografia documental há 18 anos, destacou a importância de mostrar a crise hídrica na Amazônia em seu projeto “Geografia da Água”. A seca também deixou 420 mil crianças sem comida, água e educação em países da bacia amazônica, segundo a UNICEF. Após a seca, as chuvas retornaram e o rio voltou ao normal. A premiação que Nolte recebeu trouxe visibilidade para os efeitos das mudanças climáticas e a necessidade de atenção às questões relacionadas à água.
Três pescadores caminham por dois quilômetros sobre bancos de areia na Vila de Pesqueiro, a cem quilômetros de Manaus, em meio a uma temperatura de 40 graus Celsius. Eles percorrem o leito seco do Rio Solimões, que, em outubro de 2024, estava completamente desprovido de água. O fotógrafo Musuk Nolte, que capturou essa cena, recebeu um prêmio do World Press Photo na categoria histórias da América do Sul por seu projeto “Seca na Amazônia”. A imagem ilustra a realidade de comunidades que, devido à falta de chuvas, enfrentam dificuldades para acessar suas casas.
Antes da seca, o Rio Solimões chegava até as residências dos pescadores, mas a água recuou dois quilômetros, forçando-os a caminhar por 45 minutos em condições adversas. O Serviço Geológico Brasileiro informou que o nível do rio estava caindo em média dezenove centímetros por dia. Nolte, que trabalha com fotografia documental há dezoito anos, destacou a importância de retratar a crise hídrica na Amazônia, um tema que vem explorando em seu projeto “Geografia da Água”.
A seca afetou mais de 480 mil pessoas na região, que depende do rio para transporte, alimentação e acesso a serviços básicos. Com o nível do Solimões reduzido a apenas três metros, muitos moradores se viram sem opções de transporte, dificultando até mesmo o acesso a hospitais. Um relatório da UNICEF, publicado em novembro de 2024, revelou que a crise deixou 420 mil crianças sem comida, água e educação em países da bacia amazônica.
Após a seca, as chuvas retornaram e o rio voltou a seus níveis normais. Nolte, que passou quase um mês documentando a situação, enfatizou que a premiação traz visibilidade para os efeitos das mudanças climáticas. Ele acredita que a crise hídrica é um sinal do que pode se intensificar no futuro, refletindo a interconexão entre os territórios e a necessidade urgente de atenção às questões relacionadas à água.
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