Em um show em Guadalajara, a banda Los Alegres del Barranco projetou imagens de El Mencho, líder do Cartel Jalisco Nova Geração, enquanto se apresentava. Isso aconteceu em um momento em que o cartel estava sendo investigado por torturas e assassinatos em uma cidade próxima. A performance gerou grande repercussão e levou o governo mexicano a investigar o caso, além de revogar os vistos dos músicos. A governadora de Jalisco, Claudia Sheinbaum, decidiu proibir artistas que glorificam o tráfico de drogas no estado. A situação foi comparada a um show anterior de Peso Pluma, que também teve uma apresentação polêmica. A pesquisadora Ainhoa Vásquez expressou preocupação com a reação do público, que a fez questionar a normalização da celebração de figuras criminosas. Outra pesquisadora, María Luisa de la Garza, afirmou que, embora a narcocultura tenha um impacto, não está totalmente aceita na sociedade. Após a controvérsia, Los Alegres do Barranco se desculparam, dizendo que a apresentação foi mal interpretada. A discussão sobre narcocultura envolve não apenas a música, mas também outras formas de arte. Ainhoa Vásquez destacou a importância de diferenciar entre a cultura criada por traficantes e as representações culturais voltadas ao público. Ela enfatizou que o foco deve ser no combate ao tráfico de drogas, e não nas expressões culturais relacionadas a ele.
Em um show realizado no Telmex Auditorium, em Guadalajara, os músicos da banda Los Alegres del Barranco projetaram imagens de Nemesio Oseguera, conhecido como El Mencho, líder do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG). O evento ocorreu em um contexto marcado por recentes descobertas de torturas e assassinatos atribuídos ao cartel em Teuchitlán, a cerca de 100 quilômetros de Guadalajara. A apresentação gerou forte repercussão, levando a investigações por parte do governo mexicano e à revogação dos vistos dos quatro integrantes da banda.
A governadora de Jalisco, Claudia Sheinbaum, anunciou a proibição de artistas que glorificam o tráfico de drogas no estado. A situação se intensificou após a performance, que foi comparada a outras apresentações polêmicas, como a de Peso Pluma, que em 2022 cantou em frente a uma imagem de Joaquín “El Chapo” Guzmán. A pesquisadora Ainhoa Vásquez destacou que a reação do público durante o show foi alarmante, questionando a normalização da celebração de figuras ligadas ao crime.
A pesquisadora María Luisa de la Garza afirmou que, embora a narcocultura tenha um impacto significativo, não está totalmente normalizada na sociedade mexicana. Ela criticou a hipocrisia de alguns que condenam os narcocorridos, mas os utilizam para atrair apoio político. Após a controvérsia, Los Alegres do Barranco publicaram um vídeo se desculpando, alegando que sua apresentação foi mal interpretada.
A discussão sobre narcocultura abrange não apenas a música, mas também outras formas de arte e entretenimento. A autora Ainhoa Vásquez defendeu a necessidade de distinguir entre narcocultura, que é a cultura criada por traficantes, e narcoficção, que é voltada ao público em geral. Ela enfatizou que o verdadeiro problema reside no tráfico de drogas e não nas representações culturais que dele derivam.
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