O Mar de Aral, que já foi um dos maiores lagos do mundo, virou um deserto por causa de ações humanas na União Soviética, como a construção de represas e sistemas de irrigação. Desde os anos 60, o lago perdeu quase 90% de sua área e 93% de seu volume, resultando em um ambiente seco e salgado. Recentemente, cientistas descobriram que o fundo do antigo lago está subindo, com um aumento de até um metro desde a década de 1960.
A pesquisa, liderada por Teng Wang da Universidade de Pequim, usou uma técnica chamada Interferometria Radar de Abertura Sintética para medir as mudanças no solo. Essa técnica permite coletar dados sobre a elevação do terreno, que ocorre quando a pressão da água é removida. Os dados mostram que a elevação se estende além da antiga costa do lago.
Os especialistas explicam que essa elevação vem de uma profundidade de cerca de 170 quilômetros, onde as rochas se comportam como um líquido. Isso faz com que o solo suba lentamente, mas há dúvidas sobre a extensão desse fenômeno, pois deveria afetar uma área maior. Os pesquisadores acreditam que a elevação continuará, mas em um ritmo mais lento. Além disso, a região enfrenta um aumento nas tempestades de areia, que prejudicam a agricultura local, especialmente o cultivo de algodão.
O Mar de Aral, que já foi o quarto maior lago do mundo, se transformou em um deserto devido a intervenções humanas na União Soviética, como a construção de represas e sistemas de irrigação. Desde os anos 60, o lago perdeu cerca de 90% de sua área e 93% de seu volume, resultando em um ambiente árido e salino. Recentemente, cientistas descobriram que o leito marinho do Aral está se elevando, com uma estimativa de aumento de até um metro desde a década de 1960.
A pesquisa, liderada por Teng Wang da Universidade de Pequim, utilizou a técnica de Interferometria Radar de Abertura Sintética (InSAR) para medir as mudanças na superfície da Terra. Essa técnica, que utiliza radiação micro-ondas, permitiu a coleta de dados sobre a elevação do solo, que ocorre em resposta ao rebote isostático, um fenômeno que acontece quando a pressão de uma massa de água é removida. Os dados indicam que a elevação do leito marinho se estende além da antiga linha de costa.
Os especialistas explicam que a origem da elevação está a cerca de 170 quilômetros abaixo da superfície, onde as rochas se comportam como um fluido viscoso. Essa dinâmica provoca uma elevação gradual do terreno, que pode ser observada em áreas distantes do leito marinho. No entanto, há questionamentos sobre a extensão do rebote, já que a deformação deveria afetar uma área maior, segundo alguns geólogos.
Os pesquisadores acreditam que a elevação do terreno continuará, mas a um ritmo cada vez menor. O fenômeno é comparado ao que ocorre em regiões como a Escandinávia, que ainda se recupera do derretimento de gelo após a última glaciação. Contudo, a situação no Aral é complexa, pois a região enfrenta não apenas a elevação do solo, mas também um aumento na frequência de tempestades de areia, que afetam a agricultura local, especialmente o cultivo de algodão.
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