A morte de uma menina de oito anos, vítima de estupro em Magura, Bangladesh, gerou protestos em todo o país nesta quinta-feira. A criança foi agredida enquanto visitava a casa de sua irmã mais velha entre a noite de 5 de março e a manhã seguinte. O principal suspeito, o marido de dezoito anos da […]
A morte de uma menina de oito anos, vítima de estupro em Magura, Bangladesh, gerou protestos em todo o país nesta quinta-feira. A criança foi agredida enquanto visitava a casa de sua irmã mais velha entre a noite de 5 de março e a manhã seguinte. O principal suspeito, o marido de dezoito anos da irmã, foi preso junto com seus familiares. Após seis dias internada em estado crítico no Hospital Militar Combinado em Daca, a menina faleceu devido a complicações, incluindo três paradas cardíacas.
A notícia da morte provocou revolta, levando uma multidão a invadir a casa onde o crime ocorreu e a incendiá-la. O corpo da menina foi transportado de volta a Magura em um helicóptero do Exército, enquanto protestos se intensificavam. Milhares de pessoas se reuniram para o namaz-e-janaza, a oração fúnebre islâmica, antes do sepultamento. A mãe da vítima expressou sua dor, afirmando que acreditava na recuperação da filha e que nunca mais a deixaria sozinha.
Manifestantes exigiram que o governo agilizasse a justiça para as vítimas de estupro e reformasse as leis de proteção a mulheres e crianças. O julgamento do caso deve começar em até sete dias, conforme informou o consultor jurídico Asif Nazrul. Ele destacou que a coleta de amostras de DNA foi concluída e que os depoimentos de treze pessoas já foram coletados, com a expectativa de que a justiça seja feita rapidamente.
O estupro de menores é punível com a morte em Bangladesh desde 2020, após uma série de crimes sexuais de grande repercussão. O caso da menina de Magura não é isolado; relatos de pelo menos três outros estupros de crianças da mesma faixa etária surgiram em menos de uma semana. Dados do Centro de Direito e Arbitragem indicam que 3.438 casos de estupro infantil foram registrados nos últimos oito anos, com muitos agressores sendo conhecidos das vítimas.
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