A disputa territorial entre milicianos e o Comando Vermelho (CV) na zona oeste do Rio de Janeiro, especialmente em Rio das Pedras, tem se intensificado nos últimos meses. Assassinatos filmados e fotografados marcam essa escalada de violência, com registros de homicídios brutais, como o de um morador ameaçado com uma arma antes de ser executado. […]
A disputa territorial entre milicianos e o Comando Vermelho (CV) na zona oeste do Rio de Janeiro, especialmente em Rio das Pedras, tem se intensificado nos últimos meses. Assassinatos filmados e fotografados marcam essa escalada de violência, com registros de homicídios brutais, como o de um morador ameaçado com uma arma antes de ser executado. Em novembro de 2024, milicianos gravaram um vídeo mostrando o assassinato de um rival com tiros de fuzil à queima-roupa.
A expansão do CV para a zona oeste é um fator crucial nessa disputa. Relatórios de inteligência da Polícia Civil revelam que a facção tramou ataques à milícia, aproveitando a fragilidade do domínio da região, que se deteriorou devido ao combate do poder público. O CV, que nunca havia ocupado Rio das Pedras, encontrou uma oportunidade após prisões que enfraqueceram a milícia local.
O miliciano Taillon Barbosa, confundido com o médico Perseu Almeida, foi alvo de criminosos do CV em um ataque que resultou em três mortes e um ferido em um quiosque na Barra da Tijuca. Apesar de ter sido preso quatro semanas após o incidente, Taillon continua a liderar a milícia de Rio das Pedras. As investigações indicam que a cúpula da facção ordenou a morte dos médicos após o erro de identificação.
Philip Motta Pereira, conhecido como Lesk, é apontado como um dos responsáveis por ordenar assassinatos e coagir comerciantes a pagarem por “proteção” à milícia de Taillon. A situação na região reflete a complexidade e a brutalidade do crime organizado no Rio de Janeiro, onde a luta por território resulta em violência extrema e mortes.
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