As investigações sobre o caso do bolo envenenado em Torres (RS), que resultou na morte de três membros da mesma família, revelaram que Deise Moura dos Anjos, familiar das vítimas e principal suspeita, recebeu uma encomenda de arsênio antes dos envenenamentos. Segundo o delegado Fernando Sodré, a Polícia Civil confirmou que a assinatura de Deise […]
As investigações sobre o caso do bolo envenenado em Torres (RS), que resultou na morte de três membros da mesma família, revelaram que Deise Moura dos Anjos, familiar das vítimas e principal suspeita, recebeu uma encomenda de arsênio antes dos envenenamentos. Segundo o delegado Fernando Sodré, a Polícia Civil confirmou que a assinatura de Deise está no comprovante de entrega da substância, adquirida pela internet. Essa nova evidência é considerada crucial para a investigação, que já apontava Deise como a responsável pelos envenenamentos.
O delegado destacou que a situação, inicialmente vista como um problema isolado, revelou um padrão de homicídios em série. Deise teve sua prisão temporária prorrogada por mais 30 dias, durante os quais a polícia planeja coletar mais provas e formalizar o pedido de prisão preventiva. As investigações indicam que Deise pode ter envenenado quatro familiares entre setembro e dezembro de 2023, incluindo seu sogro, que morreu em setembro.
As vítimas fatais, que eram irmãs e sobrinha da sogra de Deise, foram identificadas como Maida Berenice Flores da Silva, Tatiana Denize Silva dos Santos e Neuza Denize Silva dos Anjos. Além disso, uma criança de dez anos e a sogra de Deise foram hospitalizadas, mas sobreviveram. A polícia encontrou uma nota fiscal da compra do veneno no celular da suspeita, que também fez diversas buscas relacionadas a venenos antes dos crimes.
A defesa de Deise alega que as pesquisas foram realizadas após a detecção de arsênio no sangue das vítimas. Contudo, os investigadores afirmam que as buscas foram feitas em datas anteriores. Mensagens enviadas por Deise a familiares estão sendo analisadas como parte das provas. A defesa está em contato com peritos criminais para avaliar as evidências coletadas. A situação continua em desenvolvimento e novas informações podem surgir nas próximas atualizações.
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