Manoel Silva Rodrigues, ex-sargento da Força Aérea Brasileira (FAB), foi condenado a 17 anos de reclusão por tráfico de drogas, após ser flagrado com 39 kg de cocaína em um voo presidencial. As investigações revelaram que ele utilizava um segundo celular para negociar as drogas, registrando contatos com codinomes, sendo o principal identificado como “Flamengo”. […]
Manoel Silva Rodrigues, ex-sargento da Força Aérea Brasileira (FAB), foi condenado a 17 anos de reclusão por tráfico de drogas, após ser flagrado com 39 kg de cocaína em um voo presidencial. As investigações revelaram que ele utilizava um segundo celular para negociar as drogas, registrando contatos com codinomes, sendo o principal identificado como “Flamengo”. Este indivíduo, também militar, enviava mensagens carinhosas, o que levantou suspeitas sobre sua ligação com o tráfico.
Durante a apuração, a esposa de Manoel foi identificada como cúmplice, ao encontrar o celular usado para o crime escondido em casa. Em mensagens trocadas, ela repassava informações sobre o contato “Flamengo” sem abrir a conversa, o que intrigou os investigadores. A relação entre o sargento e o tráfico foi reforçada por mensagens que indicavam que ele se encontrava em um motel no Núcleo Bandeirante para repassar as drogas, o que foi corroborado pela descoberta de um pente do motel em sua mochila.
Manoel alegou que frequentava o motel apenas para “orgias” com amigos, mas as autoridades não aceitaram essa justificativa, considerando que ele usava o local como ponto de repasse de drogas. A investigação apontou que ele utilizou o motel em várias ocasiões, incluindo dias antes de embarcar para o Azerbaijão, onde entregou o entorpecente. A condenação de Manoel é parte de um contexto mais amplo, onde 641 militares foram condenados por envolvimento com drogas entre 2018 e 2024.
O Superior Tribunal Militar (STM) manteve a condenação de Manoel, que é um dos muitos militares processados por crimes relacionados a drogas. A pesquisa realizada revelou que a maioria das condenações ocorreu entre soldados do Exército, enquanto a FAB e a Marinha também registraram casos. O Exército destacou que seus integrantes estão sujeitos às leis penais, sem comentar sobre decisões judiciais específicas.
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