- Keiko Fujimori mantém vantagem decisiva no segundo turno do Peru, com 99,8% dos votos apurados e diferença de 43.386 votos sobre Roberto Sánchez.
- A candidata tem 50,1% dos votos e Sánchez, 49,9%; a contagem completa ainda não é final e o rival deve contestar os números.
- Observadores afirmam que a votação transcorreu normalmente e que a vitória pode tornar Fujimori a primeira mulher a governar o Peru.
- A vitória fortaleceria uma agenda pró-mercado e reduziria temores de novos impasses entre Executivo e Congresso.
- A próxima presidente tomará posse em 28 de julho para um mandato de cinco anos, com o Força Popular tendo a maior bancada no Congresso.
Keiko Fujimori mantém vantagem decisiva e pode tornar-se presidente do Peru, após semanas de contestações sobre votos e recontagens. Dados do órgão regulador eleitoral apontam margem suficiente para confirmar a liderança.
A candidata de direita tem 50,1% dos votos contra 49,9% de Roberto Sánchez, com 99,8% apurados. A diferença é de 43.386 votos, sob o escrutínio de votos contestados, incluindo o exterior, onde Fujimori teve ampla vantagem.
Embora a contagem oficial ainda não esteja finalizada, o resultado tende a confirmar o retorno de Fujimori ao poder após quatro campanhas. Sánchez sinalizou não reconhecer a vitória, citando supostas irregularidades na recontagem no exterior.
Observadores eleitorais apontaram que a votação transcorreu de modo geralmente normal, sem grandes incidentes. O desempenho consolidaria Fujimori como a primeira mulher a chegar à presidência do Peru, em meio a uma discussão sobre continuidade de políticas pró-mercado.
A vitória pretendida poderia acalmar tensões entre Executivo e Congresso, já que o Força Popular, de Fujimori, manteria a maior bancada de minoria no Congresso bicameral. A formação é vista como capaz de bloquear potenciais pedidos de impeachment.
Analistas destacam que a vitória reforçaria agenda econômica liberal, com promessas de reduzir burocracia, dobrar o crescimento e ampliar a formalização de negócios. O mercado já avaliava um cenário mais estável com o provável governo de Fujimori.
Fujimori tem o apoio de investidores que valorizam previsibilidade regulatória. Ela prometeu medidas como controle de fronteiras e políticas de segurança, além de manter o modelo econômico apoiado pela constituição de 1993.
A próxima presidente do Peru tomará posse em 28 de julho, para um mandato de cinco anos. O Peru passa por uma fase de mudanças políticas, com debate sobre reformas constitucionais e equilíbrio entre Poderes.
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