- Romeu Zema, pré-candidato do Novo, defende nova reforma da Previdência, reforma administrativa e revisão de programas sociais, citando mudanças pela elevação da expectativa de vida e a necessidade de reduzir custos.
- Em Brasília, ele pediu um “choque contra a gastança” para reduzir juros e retomar investimentos.
- Criticou propostas que não atacam a baixa produtividade, citando a discussão sobre o fim da escala 6×1 como exemplo de medidas ineficazes para a riqueza do país.
- Disse que não fará medidas populistas e estaria disposto a cumprir apenas um mandato se necessário para implementar reformas estruturais.
- Propõe alternativas à CLT, como contratação por hora, e afirmou que homens em idade produtiva que recebem benefícios devem buscar educação ou formação técnica; espera união da direita no segundo turno com Caiado e minimiza divergências com o PL.
O pré-candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, defendeu nesta segunda-feira, 22, em Brasília, uma nova reforma da Previdência, uma reforma administrativa e alterações nos programas sociais. Em evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria, ele pediu um choque contra a gastança para reduzir juros e retomar investimentos.
Zema afirmou que mudanças no desenho atual são necessárias para acompanhar o aumento da expectativa de vida e a necessidade de modernizar a máquina pública. O ex-governador de Minas Gerais criticou propostas que não enfrentam a baixa produtividade da economia e ameaçou reduzir incentivos a quem recusa ofertas de trabalho, em defesa de reajustes no mercado e no ORÇAMENTO.
Entre as medidas, o pré-candidato defende a criação de alternativas à CLT, como contratações por hora, e ressaltou a importância de incentivar trabalhadores a concluir o ensino básico, técnico ou médio para reduzir a dependência de transferências de renda. Em suas palavras, o modelo atual estimula a desqualificação e o desinteresse pela formação.
Possíveis alianças e estratégia para o segundo turno
Ao comentar a possibilidade de compor com Ronaldo Caiado, Zema disse que as linhas devem convergir no eventual segundo turno. Ele indicou que, no cenário da direita, é provável que candidatos se unam após o primeiro turno, citando o exemplo recente no Chile. Mesmo com divergências regionais, afirmou que as alianças podem avançar conforme o interesse público.
O ex-governador também tratou de alianças locais, dizendo que pessoas alinhadas com o PL e o candidato Flávio Bolsonaro podem seguir com liberdade de adesão, desde que haja concordância com o programa de reformas. A fala reforça a estratégia de manter portas abertas para possíveis apoios sem travas ideológicas.
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