- A Procuradoria-Geral Eleitoral pediu ao Tribunal Superior Eleitoral que derrube a decisão do ministro Kassio Nunes Marques de retirar o conteúdo e suspender a divulgação da pesquisa do AtlasIntel.
- A pesquisa, realizada em maio, apontou queda de cinco pontos nas intenções de voto do pré-candidato Flávio Bolsonaro e avaliou a percepção após o vazamento de áudio envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro.
- O vice-procurador-geral eleitoral afirmou que intervenções da Justiça em pesquisas devem ocorrer apenas em casos excepcionais e que não houve comprovação de manipulação ou direcionamento indevido.
- Nunes Marques atendeu a um pedido da defesa de Flávio Bolsonaro, entendendo haver indícios de indução que teriam contaminado a metodologia da pesquisa.
- A Procuradoria ressaltou que Flávio Bolsonaro não negou as informações do áudio e que fatos desse tipo devem ser avaliados pelos institutos de pesquisa junto à opinião pública.
A Procuradoria-Geral Eleitoral pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que derrube a decisão individual do presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, que determinou a retirada e a suspensão de uma pesquisa do AtlasIntel. O pedido foi feito nesta segunda-feira (22). O objetivo é manter a publicação do levantamento, que aponta queda de intenções de voto de Flávio Bolsonaro.
O TSE ainda vai julgar o caso, que envolve a avaliação de indícios de irregularidades na pesquisa. O levantamento, divulgado em maio, apontou queda de cinco pontos na intenção de voto do pré-candidato do PL, senador Flávio Bolsonaro, após o vazamento de áudio em que ele solicita dinheiro a um banqueiro para um filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.
Kassio Nunes Marques atendeu a um pedido da defesa de Flávio Bolsonaro, entendendo haver indícios de indução nas respostas que poderiam contaminar a metodologia da pesquisa. A PGE sustenta que não houve manipulação nem direcionamento indevido do eleitorado.
A Procuradoria afirma que a defesa do PL baseou-se, principalmente, em discordância com a metodologia. Segundo o documento, não existe incompatibilidade com as regras legais ou com normas do TSE. O vice-procurador-geral ressalta que Flávio Bolsonaro não negou a veracidade do áudio, o que, segundo ele, contraria a tese de contaminação da cadeia de custódia.
Contexto adicional
A PGE afirma que intervenções da Justiça Eleitoral em pesquisas devem ocorrer apenas em casos excepcionais. A defesa de Flávio Bolsonaro sustenta que houve quebra de cadeia de custódia e comprometimento da metodologia, argumento rejeitado pela Procuradoria.
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