- A RMS Titanic Inc. planeja leiloar mais de cem artefatos resgatados do naufrágio do Titanic, incluindo objetos pessoais, joias e decoros.
- O governo dos Estados Unidos, por meio da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), contesta o leilão, alegando que violaria obrigações legais de proteção do sítio.
- A empresa propõe vender os itens e exibi-los em uma turnê mundial em quatro cidades, cujas localidades não foram divulgadas publicamente.
- Autoridades afirmam que o leilão não recebeu aprovação judicial e que já existem acordos que limitam a venda dos artefatos.
- Historicamente, desde 1987 a empresa busca financiar futuras expedições com a venda de artefatos, enfrentando forte oposição de tribunais, grupos de preservação e familiares de vítimas.
Um plano para leiloar mais de 100 artefatos resgatados do naufrágio do Titanic enfrenta oposição do governo dos EUA, segundo documentos judiciais não selados. A RMS Titanic Inc. detém direitos exclusivos de salvamento do navio no Atlântico Norte.
A empresa, com sede na Geórgia, pretende vender os objetos pela primeira vez e exibí-los em tour mundial de quatro cidades, cujas localidades não foram divulgadas. Entre os itens listados estão um cherubim de bronze, um colar com nuggets de ouro e um pingente em formato de coração.
Conflito legal
A National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) representa os interesses dos EUA no local do naufrágio e sustenta que a venda violaria obrigações legais da RMS Titanic com o sítio. Documentos judiciais sugerem que a empresa não busca aprovação judicial e afirma não haver restrições para a venda.
Representantes da RMS Titanic não responderam a pedidos de comentário. Em filings anteriores, seus advogados afirmaram que o leilão não violaria ordens judiciais e acordos existentes sobre os artefatos.
Desde 1987, operações de salvamento já recuperaram milhares de itens, incluindo partes da estrutura do navio. A RMS Titanic obtém recursos exibindo as peças para financiar futuras expedições.
Contexto e preços
Alguns artefatos recuperados por sobreviventes ou retirados da água costumam alcançar valores elevados. Uma jaqueta de salva-vidas foi vendida por pouco mais de US$ 900 mil, e um relógio de bolso de ouro recebido pelo capitão, por quase US$ 2 milhões em 2024.
O fascínio contínuo pela história da Titanic sustenta a demanda por objetos raros. A embarcação afundou em 1912 após colidir com um iceberg, durante a viagem inaugural de Europa a Nova York, ceifando mais de 1.500 vidas entre 2.200 ocupantes.
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