- Integrante da Comissão Executiva Nacional do PT, o deputado Jilmar Tatto disse à CartaCapital ser contrário à candidatura de Márcio França ao governo de São Paulo.
- A discussão voltou após Kim Kataguiri e Paulo Serra anunciarem desistência de concorrer ao Palácio dos Bandeirantes, mantendo o foco da eleição entre Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad.
- Quem defende França sustenta que ele poderia evitar a reeleição de Tarcísio no primeiro turno, ao absorver votos de Kataguiri e Serra.
- Tatto defende a formação da chapa de Haddad com França e as ex-ministras Simone Tebet e Marina Silva, que devem disputar o Senado.
- O presidente Lula viaja a São Paulo na terça-feira para entrega de equipamentos ao Hospital Santa Marcelina, enquanto busca definir a chapa no estado, crucial para a reeleição.
O PT trabalha para definir a chapa de Fernando Haddad no governo de São Paulo e avalia cenários com Márcio França no radar. A discussão ganhou fôlego após desistências de Kataguiri e Paulo Serra, que devem concorrer à Câmara dos Deputados.
Jilmar Tatto, integrante da comissão executiva nacional do PT, disse à CartaCapital ser contrário à candidatura de Márcio França ao governo paulista. A posição visa manter o foco da base em Haddad e evitar mudanças de rumo no elenco de pré-candidatos.
O impasse acompanha a definição de nomes para o Senado. Simone Tebet e Marina Silva aparecem como opções para compor a chapa, com a possibilidade de França ocupar a vice-presidência caso o cenário avançasse. Lula viajará a São Paulo nesta terça para entregar equipamentos, em agenda ligada à reeleição.
A eleição em São Paulo permanece estratégica, sendo o maior colégio eleitoral do país, com mais de 34 milhões de eleitores. Em 2022, Haddad venceu no estado com votos expressivos, embora tenha sido superado por Bolsonaro no índice nacional. A definição da aliança paulista continua em negociação.
Enquanto o Palácio do Planalto acompanha o desdobramento, o objetivo é consolidar uma frente que fortaleça Haddad no noroeste e no interior, mantendo o PT alinhado ao conjunto dos governos aliados. As próximas semanas devem trazer novos desdobramentos sobre nomes para chapa e alianças regionais.
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