- Delegação do Irã deixou neste domingo, 21, o local das negociações com os Estados Unidos, após a ameaça de Trump de novos ataques, segundo a agência Irna.
- As conversas, mediadas por Paquistão e Catar, entraram em fase difícil após uma interrupção causada por uma mensagem ofensiva publicada pelo presidente dos EUA.
- Uma fonte citada pela AFP disse que a delegação iraniana continua comprometida com as negociações e não comunicou aos mediadores qualquer intenção de se retirar.
- As negociações, realizadas em um hotel nos Alpes suíços, visam, em prazo prorrogável de 60 dias, chegar a um acordo final que encerre a guerra no Oriente Médio.
- O presidente dos Estados Unidos pediu a Teerã que impeça que seus aliados no Líbano causem problemas; o Irã sugeriu que os EUA “Medissem suas palavras” para reduzir tensões.
O Irã informou que sua delegação deixou o local das negociações com os Estados Unidos neste domingo, após Trump afirmar possuir novas opções de ataque. O encontro, mediado por Paquistão e Catar, buscava um memorando para encerrar a guerra no Oriente Médio.
Segundo a agência iraniana Irna, as conversas entraram em uma fase tensa após 80 minutos de debates e uma interrupção provocada por uma mensagem do presidente norte-americano. Uma fonte da AFP disse que a delegação iraniana manteve o compromisso com as negociações e não comunicou intenção de se retirar.
As negociações seguem em um hotel nos Alpes suíços, com objetivo de um acordo em até 60 dias, prorrogáveis, para encerrar as hostilidades entre os dois países. O memorando já prevê abstenção de ameaças ou uso da força entre Irã e EUA.
O Irã pediu cautela aos EUA e disse que é preciso medir palavras, em meio às tensões que cercam o início das negociações. Os representantes dos dois lados incluem a delegação dos Estados Unidos liderada pelo vice-presidente e a delegação iraniana chefiada pelo presidente do Parlamento.
Líbano
No Líbano, os combates entre Israel e o Hezbollah seguem, cobrindo também a área fronteiriça. O Irã anunciou medidas de retaliação, fechando o Estreito de Ormuz, o que impacta a economia regional. O governo libanês registra dezenas de mortos em operações no leste e sul do país.
O primeiro-ministro de Israel reiterou que o Exército permanecerá no sul do Líbano pelo tempo necessário, enquanto o líder do Hezbollah rejeitou a ideia de criar uma zona de segurança na região. O vice-presidente dos EUA apontou progresso nos dias recentes para manter o cessar-fogo.
O Ministério da Saúde do Líbano atualizou o saldo de vítimas, com mais de 4 mil registros desde 2 de março. O Exército israelense informou também o registro de baixas entre suas Forças Armadas no mesmo período.
Israel divulgou ainda que, a partir de amanhã, vai levantar restrições a aglomerações no norte do país, próximo à fronteira com o Líbano, em sinal de distensão temporária.
Entre na conversa da comunidade