- EUA e Irã iniciaram conversas na Suíça para um acordo de paz sobre o programa nuclear e para reabrir permanentemente o Estreito de Ormuz, com mediadores do Catar e Paquistão.
- Os encontros começaram no resort Burgenstock, com o vice-presidente dos EUA, JD Vance, e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, entre os presentes.
- O presidente Donald Trump lançou novas ameaças de ataque ao Irã por ações do Hezbollah no Líbano e sinalizou a possibilidade de cobrar pedágios caso não haja acordo.
- Debates devem abordar cessar-fogo no Líbano, retirada de Israel, sanções e ativos iranianos congelados, além do controle do trânsito no Estreito de Ormuz.
- Especialistas afirmam que a disputa é técnica e que o sucesso depende de fatores como o apoio de Israel e a situação no Líbano, o que pode ampliar ou atrasar as negociações.
Na Suíça, representantes dos Estados Unidos e do Irã iniciaram negociações para buscar um acordo de paz sobre o programa nuclear iraniano e a reabertura permanente do Estreito de Ormuz. O encontro ocorreu no resort Burgenstock, com participação de mediadores do Catar e do Paquistão, além de JD Vance e Abbas Araghchi. O contexto envolve tensões regionais e sanções econômicas.
As tratativas começaram sob expectativa de avancar em temas sensíveis, como o desarmamento nuclear e o fluxo de petróleo no estreito estratégico. Assuntos adicionais incluem o retorno de ativos iranianos congelados e possíveis ajustes nas sanções impostas aos iranianos. O tom inicial foi técnico, sem encerramentos imediatos.
Participantes e dinâmicas
Vance, vice-presidente dos EUA, e Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã, conduzem as equipes. Mediadores do Catar e do Paquistão ajudam a facilitar o diálogo entre as partes, que costumam manter posições contrastantes. Jared Kushner e Steve Witkoff atuam nos bastidores como consultores.
As negociações ocorrem após uma pausa parcial causada por declarações de Washington e pressões sobre o Líbano. As discussões visam reduzir riscos de conflito na região e estabelecer caminhos para um cessar-fogo abrangente no Líbano, conforme indicado por fontes próximas às conversas.
Contexto regional e agenda
O foco está no Estreito de Ormuz, ponto-chave para o comércio mundial de energia, e no manejo das sanções econômicas. Observa-se também o debate sobre a devolução de ativos iranianos e o regime de seguros e permissões para travessia de navios no estreito, sob influência de Teerã.
A situação no Líbano é citada como decisiva para o andamento das tratativas. Israel, aliado dos EUA, mantém ações para impedir a atuação do Hezbollah, o que, segundo autoridades citadas, impacta o clima de negociação entre Washington e Teerã.
Perspectivas e próximos passos
As partes sinalizam disposição de continuidade técnica das conversas, que devem se estender além do encontro inicial, com decisões a cada etapa. Fontes destacam que o acordo provável dependerá de avanços graduais nas próximas horas e dias. O objetivo é chegar a um entendimento que abra espaço para alívio econômico e redução de tensões.
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