- Cubanos lideraram os pedidos de refúgio no Brasil em 2025, com 41.919 casos, equivalentes a 55,4% do total no Conare, segundo o estudo Refúgio em Números 2026.
- O total de solicitações de refúgio chegou a 75.599 em 2025, alta de 10,9% frente a 2024, o terceiro maior volume da série histórica.
- Venezuelanos ficaram em segundo lugar, com 21.233 solicitações; colombianos aparecem em terceiro, com 1.432 pedidos.
- A distribuição geográfica mostrou a região Norte respondendo por 52,4% das decisões; Roraima teve o maior volume, com 16.166 casos (32% do total).
- Entre os dados demográficos, 94,7% dos atendimentos foram por violação generalizada de direitos humanos; 55,9% dos solicitantes são homens, com faixa etária mais comum entre 25 e 40 anos; entre cubanos, a maioria tem mais de 60 anos.
Pelo menos uma liderança inédita marcou 2025 no Brasil: cubanos passaram a responder sozinhos pela maioria dos pedidos de refúgio. Ao todo, 41.919 solicitações, equivalentes a 55,4% do total, foram de cidadãos de Cuba, segundo o estudo Refúgio em Números 2026 do OBMigra em parceria com o Ministério da Justiça. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 22, em evento sobre o Dia Mundial do Refugiado.
No conjunto, houve um crescimento de 10,9% nos pedidos em relação a 2024, com 75.599 solicitações registradas. Esse volume coloca 2025 como o terceiro maior da série histórica, atrás de 2018 e 2019. O estudo ressalta que a alta ocorreria em meio à retomada de fluxos migratórios após restrições associadas à pandemia de Covid-19.
Perfil dos solicitantes
Entre os venezuelanos, que aparecem em segundo lugar, foram 21.233 pedidos. Os colombianos ocuparam o terceiro posto, com 1.432 solicitações. Outras nacionalidades com maior volume foram Angola (1.253), Marrocos (888) e Gana (792). A maioria das solicitações decididas pelo Conare teve como motivação violação generalizada de direitos humanos, grupo que inclui os venezuelanos como principal parcela.
Distribuição geográfica e características
Mais da metade (52,4%) das decisões do Conare ocorreram na região Norte. Roraima concentrou o maior volume de reconhecimentos, 16.166 (32% do total), seguida pelo Amapá, com 6.372 (12,6%), e pelo Amazonas, com 2.445 (4,8%). Em termos de perfil, a maioria dos solicitantes era homem (55,9%), com faixa etária entre 25 e 40 anos (26.911 pessoas). Entre os cubanos, a maior parte tem mais de 60 anos (67,8%).
Observações sobre o contexto
O estudo aponta que os números de 2025 devem ser entendidos como retomada de fluxos pré-pandemia, após quedas decorrentes de restrições de mobilidade. Fontes indicam que o Brasil tem adotado procedimentos de análise de refúgio mais ágeis para países com histórica violação de direitos humanos reconhecida, como Venezuela, Síria e Afeganistão.
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