- A Colômbia realiza neste domingo, 21, o segundo turno entre Abelardo de la Espriella, candidato de ultradireita apoiado por Donald Trump, e Iván Cepeda, senador de esquerda ligado ao governo.
- Pesquisas apontam de la Espriella como favorito, com Cepeda mantendo reação de oposição e apoio de setores que beneficiaram-se de políticas de redução da pobreza e aumento do salário mínimo.
- A campanha foi marcada pela violência e por críticas à continuidade da paz com as Farc; de la Espriella promete ofensiva de 90 dias contra guerrilhas, com bombardeios e fumigação de plantações de drogas.
- Cepeda defende a Paz Total do governo, mas disse estar aberto a revê-la, priorizando o bem da população, especialmente os pobres.
- A votação começou às oito da manhã e segue até as quatro da tarde, com resultado esperado poucas horas após o encerramento.
O segundo turno das eleições presidenciais na Colômbia ocorreu neste domingo, 21, com Abelardo de la Espriella e Iván Cepeda disputando a vaga. O pleito ocorre em meio a tensões em torno do processo de paz com as Farc e de alinhamentos regionais frente a Washington. A votação começou às 8h locais e segue até as 16h, com divulgação de resultados esperada poucas horas após o encerramento.
De la Espriella, advogado de 47 anos, aparece como favorito segundo pesquisas. Ele representa a ultradireita e afirma concordar com ações contra a guerrilha, buscando apoio internacional para uma ofensiva contra grupos armados. Seu discurso o coloca em choque com as posições de governo de Petro e seus aliados.
Iván Cepeda, senador de 63 anos, é apoiado por setores populares que se beneficiaram com redução da pobreza, aumento do salário mínimo e queda do desemprego. Cepeda é ligado ao governo e defende revisão da política de paz, mantendo o foco em direitos das vítimas e na continuidade de programas sociais.
Desafios eleitorais, violência e clima regional marcam a campanha. A violência de atores armados e ataques a candidatos continuam a impactar o pleito, segundo relatos de região de Putumayo. As autoridades esperam garantir a segurança durante a votação.
O confronto entre propostas de choque e continuidade de políticas de paz divide pesquisas e observo-res públicos. De la Espriella propõe medidas extremas, com promessa de ações em 90 dias, e forte retórica nacionalista. Cepeda defende aprofundar reformas de pacificação já iniciadas.
A eleição ocorre em contexto de polarização regional, com o país ainda avaliando o impacto de décadas de conflito armado. Analistas ressaltam que o resultado pode influenciar relações externas, especialmente com Estados Unidos, e o futuro do acordo com as Farc.
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