- O Irã afirmou ter fechado o Estreito de Ormuz para o trânsito de navios, alegando violação do cessar-fogo por Israel no Líbano.
- O fechamento ocorre enquanto as negociações entre EUA e Irã sobre o programa nuclear deveriam começar na Suíça no domingo, segundo o Paquistão.
- O bloqueio aumenta a incerteza sobre a retomada do tráfego de pétroleo pela rota, que já transportava milhões de barris por dia antes do atual cessar-fogo.
- O Comando Militar Irã informou que o fechamento é o primeiro passo em resposta aos ataques de Israel no sul do Líbano.
- Dados dos EUA indicaram aumento no tráfego no estreito antes do anúncio, com 55 navios mercantes e mais de 17 milhões de barris de petróleo envolvidos.
O Irã afirmou ter fechado o Estreito de Ormuz para o tráfego de navios, alegando violação de cessar-fogo por Israel no Líbano. A medida foi anunciada no sábado, segundo a agência Tasnim, e amplia tensões na região.
A decisão ocorre em meio a negociações entre EUA e Irã sobre o programa nuclear, que deveriam começar na Suíça neste fim de semana. Paquistão informou que a sessão de abertura ocorre no domingo.
Antes do fechamento, o estreito já era rota crítica para o petróleo, com milhões de barris transportados diariamente por vias alternativas. A situação levanta dúvidas sobre a normalização do tráfego naval.
Participação e motivações
O comando militar conjunto do Irã comunicou que o bloqueio representa a resposta a ataques israelenses no sul do Líbano. Delegações iranianas seguirão para a Suíça para negociações com os EUA.
Entre os iranianos citados pela imprensa estatal estão o presidente do Parlamento Mohammad Bagher Ghalibaf, o ministro das Relações Exteriores Abbas Araghchi e o presidente do Banco Central Abdolnaser Hemmati. As informações são veiculadas pela IRIB News.
Repercussões no mercado e no Líbano
O Brent oscilou pouco, mas manteve-se em torno de US$ 80 o barril, com volatilidade prevista caso o fluxo pelo estreito permaneça interrompido. O tráfego circula por duas rotas: pela costa iraniana ou ao sul, pela costa de Omã.
No Líbano, a elevação de confrontos entre Israel e Hezbollah persistiu, com relatos de ataques e baixas. O Hezbollah afirmou ter feito cumprir o cessar-fogo, enquanto as Forças de Defesa de Israel disseram ter atingido alvos do grupo.
As negociações norte-americanas seguem apenas como parte de um esforço para impedir uma escalada maior no Oriente Médio. Autoridades e analistas observam se o fechamento de Ormuz poderá influenciar acordos ou atrasar entendimentos sobre o Líbano.
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