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Negociadores iranianos seguem para Suíça; combates no Líbano continuam

Delegação iraniana parte para a Suíça para negociações com os EUA, enquanto combates no Líbano continuam e o Irã anuncia fechamento do Estreito de Ormuz

O resort Buergenstock, em Obbuergen, onde poderiam ocorrer possíveis negociações entre as delegações dos EUA e do Irã após a assinatura, pelos presidentes dos dois países, de um acordo provisório com o objetivo de pôr fim à guerra, visto de Lucerna, na Suíça 19 de junho de 2026 REUTERS/Denis Balibouse
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  • Uma delegação iraniana de alto nível partiu para a Suíça para negociações com os Estados Unidos, liderada pelo negociador-chefe Mohammad Baqer Qalibaf, e incluindo o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi.
  • Horas antes, a Guarda Revolucionária Islâmica anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, elevando tensões antes das tratativas mediadas pelo Paquistão.
  • O Irã alertou navios para não se aproximarem de Ormuz, citando “crimes” israelenses no Líbano; o Comando Central dos EUA afirmou que 55 navios mercantes já haviam transitado pelo estreito naquele dia.
  • O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, indicou que partiria em breve para reuniões, com a perspectiva de manter o cessar-fogo previsto no acordo provisório de 14 pontos, segundo o Paquistão.
  • No Líbano, 16 pessoas morreram em ataques israelenses durante uma trégua que estava em vigor, em meio a confrontos entre Israel e o Hezbollah, com ambos os lados relatando hostilidades contínuas.

O Irã enviou neste sábado uma delegação de alto nível a questões diplomáticas com os Estados Unidos, com destino à Suíça para negociações buscadas pelo Paquistão como mediador. A missão é chefiada pelo negociador-chefe Mohammad Baqer Qalibaf e inclui o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, além de representantes de segurança, Banco Central e setor petrolífero. A ação ocorre no contexto de apoio a um acordo provisório pela paz.

Acompanhando o relato oficial, o Paquistão afirmou que o vice-presidente dos EUA, JD Vance, viajará em breve para as sessões, com início previsto para domingo. O diplomata iraniano destacou que o objetivo é fazer cumprir compromissos assumidos, especialmente em relação ao cessar-fogo e à estabilização regional. A reunião acontece após a Guarda Revolucionária anunciar o fechamento do Estreito de Ormuz.

Controvérsia no estreito e impacto global

Horas antes, Teerã orientou navios a manter distância do estreito, alegando riscos ligados a supostas violações dos EUA e a ataques israelenses no Líbano. A rota é vital para o abastecimento mundial de petróleo e gás, elevando a sensibilidade geopolítica da região.

O Comando Central dos EUA informou, porém, que 55 navios transitaram hoje pelo estreito, deslocando grandes volumes de carga e mais de 17 milhões de barris de petróleo, com segurança assegurada pelas forças americanas. O Irã calibrou a retórica ao mencionar “crimes” de Israel, reforçando a pressão sobre mediadores.

Avanços e tensões no Líbano

Mohammad Mokhber, conselheiro do aiatolá Khamenei, acusou os EUA de não cumprir a primeira cláusula do acordo de 14 pontos, que prevê o cessar-fogo total. Enquanto isso, a trégua no Líbano permanece instável, com confrontos entre forças israelenses e o Hezbollah, apoiado pelo Irã.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano afirmou que as negociações na Suíça vão exigir cumprimento dos compromissos, apontando falhas anteriores. Na prática, o avanço depende da observância de acordos e de frear a violência na região.

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