- A operação da Polícia Federal envolve Jaques Wagner por suposta ligação com o banqueiro Daniel Vorcaro; há menções a dinheiro em moeda estrangeira e a compra de um apartamento ligado a Vorcaro.
- O cientista político Cláudio Couto afirma que Wagner deveria se afastar da liderança do governo no Senado para não levar a crise ao governo; ele diz que o PT pode indicar outro líder.
- Wagner negou ilegalidades, afirmou que continuará na liderança e informou ter recebido apoio do presidente Lula em ligação telefônica.
- O estudo de Couto aponta que o caso pode frear, momentaneamente, a melhoria de Lula nas pesquisas, mas não seria suficiente para derrubar a vantagem do presidente.
- O deputado sugere que o PT abandone a expressão “BolsoMaster” e que o governo enfatize a independência da Polícia Federal para justificar as investigações.
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), é alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga suposta relação com o banqueiro Daniel Vorcaro. A ação ocorre em meio a uma crise política que envolve o governo federal e suas investigações, repercutindo nos meios políticos do país.
A PF encontrou nos bens de Wagner dinheiro em moeda estrangeira e apurou a compra de um apartamento de alto valor ligado ao empresário Augusto Lima, aliado de Vorcaro. As informações aparecem no material que acompanha a operação em curso.
Wagner afirmou à Band que não houve ilegalidades e manteve o cargo de liderança. O presidente Lula teria entrado em contato com o senador para manifestar apoio, segundo relatos do entorno. Fontes próximas ao caso dizem que a relação com Vorcaro figura entre as indicações da investigação.
Para o cientista político Cláudio Couto, da FGV, a permanência de Wagner na liderança amplia a exposição do governo e pode dificultar a condução de negociações no Congresso. Segundo ele, a saída de Wagner seria uma medida estratégica para blindar o presidente.
A avaliação é de que a crise pode frear a evolução de pesquisas de Lula, sem, contudo, eliminar a vantagem do candidato. Couto ressalta que a distância entre Lula e adversários depende de novas leituras políticas e do desdobramento das apurações.
Observadores sugerem que o PT, diante do cenário, evite associar o caso a acusações diretas contra Lula. A ideia é evitar ampliar a percepção de envolvimento do núcleo do governo com os temas em apuração pela PF.
Entre na conversa da comunidade